Colorado com amor

Esse post é sobre aquela vez que visitei o Colorado pela primeira vez. Vocês acreditam em amor à primeira vista? Eu sim, porque isso acontece comigo quase toda vez que visito um lugar novo. Então tudo que faço nessa vida é acumular amores. Tenho um amor maior na vida e vocês sabem que tem nome e é Santarém mas, meu coração um tanto vagabundo não pára de se apaixonar a cada esquina desse mundo. Começo esse texto falando de amor porque o que nos levou ao Colorado foi o Amor -com A maiúsculo mesmo-. Fomos convidados para um casamento que não poderia ser num lugar melhor e claro que enquanto os noivos não casavam saímos dando uma explorada nos arredores. Sem mais delongas vamos falar sobre as montanhas mágicas do Colorado. Na verdade, enganei vocês por que não tem o que falar. Você abre os olhos e só admira. As imagens falam mais que as palavras.

pela estrada á fora
tem um céu no topo daquela montanha

Essas imagens e outras foram feitas no Rocky Mountain National Park. Um lugar de tirar o fôlego. Como em todo parque nacional a entrada é paga. Optamos pelo 7-day pass já que sabíamos que um dia não seria suficiente para o tanto de coisas que queríamos ver. O parque tem uma área enorme e muitas opções de trilhas e outras atividades. Mesmo com duas idas ao parque nem chegamos perto de explorar tudo o que o parque oferece. Vai ter que rolar segunda visita. Nossa visita foi em maio (sim, posto tudo atrasado mesmo) e era o final da primavera aqui em West Virginia. Bem, nas montanhas do Colorado o clima era de inverno, mas fomos preparados para isso. Se você não tem muito tempo para explorar, recomendo dirigir a Trail Ridge Road que te leva literalmente para o céu. Essa estrada é muito cênica, daquelas que dá vontade de chorar de tão lindo e medo de morrer -muitas emoções ao mesmo tempo-. São 3.713 metros de elevação, a estrada é meio estreita mas bem segura desde que o motorista não tenha medo de altura e seja super atento. Não é meu caso, Brasil. Jamais conseguiria dirigir ali, primeiro porque tenho medo de altura e segundo porque as vistas são ma-ra-vi-lho-sas e amo ficar procurando coisas para olhar, me distraio e lá vai eu dirigindo para o lugar errado. Uma outra coisa para se atentar é a mudança brusca de altitude que pode te dar um leve desconforto. Eu não senti nada, mas o Micah sim (me preocupei porque ele era o motorista haha). Ao longo da estrada tem muitos pontos para parar e tirar fotos. Fomos até o ultimo ponto permitido de carro e de lá prosseguimos caminhando. A essas alturas (literalmente!) todos os turistas já tinham ficado para trás e só éramos nós caminhando naquela estrada que parecia sem fim em direção ao céu. O barulho do vento forte sussurrava apenas uma palavra nos meus ouvidos, Gratidão. De coração aberto abracei as montanhas de gelo, agradeci e agradeci, meu corpo, meus olhos, o universo por ser tão bonito e me deixar fazer parte dele.

E aqui já poderia ser o fim desse post. Mas não é Brasil! Esses meus olhinhos viram muito mais e fui deixando rastros de pedaços do meu coração por onde passava. Inventamos de fazer uma trilha para ver mais das montanhas e algumas quedas d’água. A trilha era bem popular e estava cheia de visitantes, a maioria despreparado e desistindo no meio do caminho. Tinha muita neve e derretendo com o calor do sol então tinha muitas partes super lisas e outras com lama. Não conseguimos ir até o final da trilha porque tivemos que ser cuidadosos e caminhar mais devagar do que tínhamos planejado e infelizmente não teríamos tempo. Enfim, vimos o que vimos e isso nos bastou 🙂 (incluindo esse amiguinho aí da foto)

esqueceram de colocar uma faixa de pedestres aqui
Oi gente!

Agora sim finalizo esse post e vou terminar do jeito que comecei, falando de amor à primeira vista. Aqui vai um conselho de quem por muito tempo não acreditava nisso. ACREDITE e apaixone-se quantas vezes forem necessárias pela vida, pela natureza, pelos lugares, por pessoas. AME e abrace com intensidade esse universo que te rodeia e por favor não deixem de me contar suas histórias de amor.

Até a próxima!

Um mergulho no Arapiuns

Esse post é sobre conhecer o próprio quintal e meu quintal não está mais tão perto, meu quintal está no Brasil. Depois de quase quatro anos sem voltar para casa, fui à Santarém e conheci o Arapiuns, a terra onde tudo começou, a terra onde minha avó nasceu, se criou e deixou para trás. O lugar familiar que ficou mais familiar na memória da minha avó agora que por causa da idade avançada quase já não tem memórias recentes para explorar e está constantemente recorrendo ao passado. Arapiuns, a terra que ela decidiu abandonar e tudo o que já tinha ouvido a respeito não passavam de episódios soltos. Depois de quase 4 anos morando fora e ouvindo os pedaços de informações e as notícias que as memórias da dona Luíza estavam aos pouco desaparecendo, tudo que eu podia fazer era fantasiar sobre o dia que eu iria conseguir vê-la de novo para ouvir mais das histórias dela e talvez visitar o Arapiuns. Queria eu assim como ela, fazer memórias naquele lugar e quem sabe descobrir um pouco mais do passado da família Caetano da Silva. Aconteceu, fui ao Brasil. E só no momento em que pisei em solo santareno pude acreditar que era realidade, eu estava de volta à minha terra. Dos 5 dias que passei em Santarém 2 foram no Arapiuns e é sobre esses dois dias que trago registros. Dois dias que até agora, quase dois meses depois, ainda estou processando. Tudo sobre a minha volta à Santarém foi especial, mas visitar o Arapiuns teve um significado maior.

Meu pai, o filho da dona Luíza, sabendo do meu desejo de conhecer o Arapiuns foi quem organizou nossa expedição. Uma rede, uma camera, um bloco de anotações e eu estava pronta para embarcar. Foram 6 horas de viagem. Tínhamos o nome de uma prima da minha avó, a única que teria ficado na vila depois de a família inteira ter migrado para a cidade, sendo a dona Luíza uma das primeiras. Saímos de porta em porta e não demorou pra descobrirmos a casa certa. Vimos fotos, ouvimos histórias, conhecemos parentes distantes, nos emocionamos. Eu não podia acreditar que estava ali e que há muitos e muitos anos aquele era o exato lugar onde minha avó e a família dela moraram.

E continuamos de uma casa a outra, conversando, descobrindo as origens das famílias Caetano e Silva. Fomos parar na casa da Dona Maria Rosa que nos acolheu com tanto carinho e nos compartilhou memórias preciosas da minha avó. A dona Maria Rosa é casada com um Caetano (sobrinho da minha avó) e é aí onde as conexões começaram. Minha avó era uma costureira de mão cheia que costumava costurar para as famílias de posse em Santarém. Um mistério para nós era como e onde ela tinha aprendido a costurar. A dona Maria nos contou tudo. minha avó tinha aprendido a costurar ali mesmo no Arapiuns com a mãe da dona Maria que tinha uma máquina de costurar e aos poucos foi ensinando o que sabia para a minha avó. Demorou um pouco para a dona Maria entender porquê estávamos ali, cavando o passado e fazendo tantas perguntas. Mas quando ela entendeu que essas histórias eram importantes para nós ela nos convidou para ver a máquina, agora velha e abandonada na casa de farinha, em que a mãe dela e minha avó costumavam costurar. Muitas são as histórias, os detalhes, momentos vividos que não cabem aqui. Vejam mais alguns registros meus e do Micah.

O dia passou rápido e eu não parava de querer saber mais, não só as histórias da família mas tudo sobre aquele lugar e aquele povo. Quanta riqueza contada que se eu não tivesse ido ali e perguntado teriam passado despercebidas, esquecidas e nunca mais tocadas. Quão sortuda me senti de estar ali vivendo aquele momento com meu meu pai, irmãos, tios, primos e amigos. Quão honrada me senti de ter conhecido o povo acolhedor do Arapiuns e saber que somos frutos das mesmas raízes.

O mergulho

Depois de passarmos uma noite no Arapiuns dormindo no barco (estava com tanta saudade disso) ouvindo o barulho da floresta e admirando o céu estrelado, só faltava uma coisa para minha viagem ser completa, o mergulho nas águas do Arapiuns. Nosso capitão conhecedor de todos os rios da Amazonia nos levou à uma ponta de praia no caminho de volta para Santarém e meu sonho foi realizado. Mergulhei nas águas verde escuras e limpas do rio Arapiuns, andei descalça sob areias quentes e soltas que de tão soltas afundavam meus pés. Me belisquei para saber se era verdade. O melhor banho de rio da vida! talvez pela significância, pela beleza do lugar, pela saudade do rio, não sei. O fato é que essa é uma das minhas memórias favoritas dessa viagem. Consigo fechar os olhos e sentir aquele mergulho (Sim, sou do tipo nostálgica).

Artesanato do Arapiuns
O mergulho do Micah e do tio Walter

A Dona Luíza

Depois de dois dias no rio eu e meu pai voltamos para a casa da vovó para contar que tínhamos ido lá na terra dela, mostrar as fotos, falar um pouco das histórias que ouvimos. Aos poucos ela começou a se lembrar, outras memórias que não sabíamos começaram a surgir e fomos acumulando mais peças no nosso quebra-cabeça. Aprendemos que a dona Luíza é o tipo de mulher que tem muitas memórias mas também tem muitos segredos. Hoje ela beira os 90 anos e não temos nenhum registro escrito da vida dela, nenhuma carta escrita à um membro da família, uma foto com escritas atrás, documentos, ou sequer um bilhete. Minha avó nunca aprendeu a ler e escrever. Ela sempre confiou no que via, ouvia e assim conta suas experiências e histórias até hoje. A dona Luíza é uma mulher de personalidade forte e tem espírito aventureiro, diz que sente saudades do Arapiuns mas não tem vontade de voltar para lá porque a vida dela é daqui para frente, criou seus dois filhos sozinha, conseguiu dominar a profissão de costureira com perfeição e maestria mesmo sem saber ler letras e números. Minha missão de hoje em diante é escrever a história dela para que as próximas gerações da nossa família tenham orgulho da mulher forte que ela é. A dona Luíza é meu maior elo de ligação com a minha terra. Ela é ao mesmo tempo Raíz e Semente lançada para longe. Acho que foi dela de quem herdei a inquietude e o espírito de aventura. Ela é a razão que me levou a conhecer o Arapiuns. E sobre a beleza desse lugar, ela não mentiu e não aumentou, é lindo do jeito que ela se lembra!

Se você tem interesse em visitar o Arapiuns, existe turismo de base comunitária na região. Clique aqui para saber como. E uma vez que estiver lá não deixe de comprar o artesanato feito pelas mão das mulheres artesãs do Arapiuns.

Até a próxima!

Agradecimentos

Pai (Carlos Alberto) – organizador da viagem, Micah – colaboração nas fotos, Pr. Nilton e Cleucy – Donos do barco. Aos amigos e família que fizeram tempo para me acompanhar nessa viagem, obrigada por fazerem parte disso e pelas memórias incríveis que não foram escritas aqui mas estão guardadas no coração.

Paraenses em Hollywood-LA

Continuando a saga Califórnia (vejam as postagens anteriores) chegamos ao ponto mais esperado da nossa visita – a ida a LA incluindo Hollywood. Ponto mais esperado justamente porque não sabia muito o que esperar. Decidi fazer essa viagem acontecer 2 dias antes de viajarmos para San Diego por insistência e perseverança da minha irmã Dali. Então, San Diego fica há mais ou menos 3h de Los Angeles e depois que a Dali fez essa descoberta ninguém mais tirou da cabeça dela que pisaríamos sim na calçada da fama a qualquer custo. Já eu não estava disposta a fazer isso a menos que fosse à preço justo (ou baixo hahha). Depois de fazer minhas pesquisas decidi que a experiência de um dia em LA era viável e que com $30 conseguiríamos pagar um ônibus ida e volta de San Diego para Los Angeles. Achei que era a coisa certa a fazer já que não tinha a menor ideia de quando voltaria para aquela parte do país novamente. Comprei as passagens e daí comecei a me empolgar. Acordamos as 5 da madruga e saímos às 6:30 de busão glamourosas (só que não) rumo a terra das celebridades. Foi minha primeira vez viajando pela Greyhound e foi bom, o ônibus saiu na hora certa quase vazio, os acentos eram comportáveis e tinha tomadas disponíveis para carregar o celular (tem ônibus que tem mas não funciona). A viagem de 3h não foi entediante dá para ver umas paisagens legais no caminho e nem consegui fechar os olhos por um minuto (será que estava empolgada).

Meu plano era conhecer o centro de LA, visitar e tomar café no Grand Central Market (obrigada amigo Nathan pela dica) e partir para o outro lado da cidade, a badalada Hollywood dos programas do Amaury Jr. (desculpa aí se você é jovenzinho demais e não pegou essa referência). Aqui vão umas fotos do começo do nosso dia.

Centro de Los Angeles- Grand Avenue

Amo mercados e fiquei muito feliz de poder ter visitado Grand Central Market. Lá vc encontra os sabores de vários cantos do mundo mas devo falar que o sabor da cozinha mexicana fala bem alto. Como não tínhamos tomado café optamos pelo café com panqueca do G&B Coffee (apareceu nas minhas pesquisas e foi mais do que aprovado!). 

A fome era tanta que esqueci de tirar mais fotos do mercado.

Existem dois prédios no centro de LA que são conhecidos pela arquitetura moderna e são abertos para visitação. Tem o Walt Disney Concert Hall e o The Broad. Vimos os dois só de fora porque passeio bate-volta sabe como é né? O The Broad que aparece na foto abaixo foi meu preferido, é um museu de arte contemporânea inaugurado em 2015 (tinha fila para entrar deve ser pq a entrada é grátis). Os dois prédios são muito perto um do outro então dá de matar dois coelhos numa cajadada só. 

Sim, isso é um prédio. Uma obra de arte!

Agora vamos para Hollywood comigo? Uber para quê te quero? Pagamos $13 doletos e fomos direto para a Calçada da Fama. Era o sonho da Dali estar ali e quer saber o que ela achou nos primeiros 5 minutos? Que estávamos no lugar errado hahaha. Mas era real estávamos ali com as estrelas embaixo dos nossos pés e sem glamour nenhum. A calçada da fama tem pouco mais de 2km de extensão e vou te falar uma coisa, tem partes dela que falta brilho e purpurina (isso o Amaury Jr. não mostra mas eu falo por aqui :D). O que importa mesmo é que eu e a Dali levamos nossa estrela paraense para brilhar em Hollywood e brilhamos. Olha nós aê!

Aqui vão umas dicas para os futuros visitantes de Hollywood. 1) Baixa temporada é a palavra. Evite o verão que vai de maio á começo de agosto que é a época de férias escolares aqui e tbm coincide com nosso julho no Brasil. Esse lugar pode ser um inferno nesse período, difícil de caminhar, tirar fotos e tal… 2) Veio na época de baixa temporada igual a gente? Barganhe e barganhe, conseguimos pagar $25 (cada uma) por um tour de 2 horas que era originalmente $50. Esse tour foi maravilhoso, foi um passeio narrado de carro aberto passando pelas partes mais importantes de Hollywood, Beverly Hills e Bel Air (passamos pelas atuais e antigas casas de muitas celebridades…. Michael Jackson, Elvis, Rihanna e por aí vai)… 3) Leve sempre na sua bolsinha seu carregador de celular e mais um carregador portátil porque vc vai querer tirar muitas fotos, fazer vídeos e não é legal ficar perdendo tempo procurando lugar e esperando o celular carregar enquanto vc poderia estar lá fora divando! Temos um carregador portátil que sempre levo comigo principalmente em passeios de um dia em lugares que não conheço. Todo meu planejamento e execução dependem do meu celular em pleno funcionamento (google maps, compartilhamento de localização, uber, pesquisas no yelp…) 4) Não gaste com o que não precisa. O segredo é pensar nas experiências que quer levar com você e não nas coisas. Lá, como em qualquer lugar bem turístico, você vai ver um monte de treco para vender mas pense antes de gastar a não ser que você seja muito ryco de marré-marré-marré daí pode gastar o que vc quiser (nem vou falar nada).

Olha o Pará aí genteee
Hotel do filme “Uma linda mulher”
Onde as celebridades fazem compras
Deixando a nossa estrela paraense brilhar!

Terminamos o nosso dia em Los Angeles às 7:30 da noite quando pegamos o busão de volta para San Diego e em duas horas e meia de viagem estávamos de volta, caminhamos de volta da estação de ônibus de volta para o hotel para economizar para o café do dia seguinte hahah. Nossos gastos ficaram em torno de $200 incluindo passagem de ida e volta, refeição, Uber e tour (tudo para duas pessoas). E esse foi o dia de glória de duas paraenses em Hollywood! Lembre-se, em qualquer lugar deixe sua estrela brilhar!  

Para detalhes vejam os destaques meus e da Dali no Instagram.

Melhor lugar para ver leões-marinhos em San Diego

Sejam bem vindos ao segundo dia da nossa aventura em San Diego! Hoje vamos falar sobre o melhor lugar para ver as criaturinhas mais fofas do mar sem precisar ir ao zoológico de San Diego e gastar $50 (muito dinheiro). Se vc quer mesmo ver outros animais vá ao zoológico, pague e seja feliz. No meu caso eu só tinha interesse em um animal, o bendito do leão-marinho, e ver o bichinho na natureza iria me fazer mais feliz. Uns amigos locais (faça suas pesquisas online mas tire as dúvidas com os locais) nos recomendaram ir à praia de La Jolla e procurar os leões-marinhos por lá. Pegamos um Uber Pool e lá fomos nós rumo ao nosso segundo dia em San Diego! Essa praia, vou te contar…. não desapontou.

A praia tem uma orla bem longa que você pode explorar com vistas de tirar o fôlego. Tire bastante tempo para caminhar e admirar os bichinhos que são facilmente encontrados tomando banho de sol nas rochas bem na beira da praia. O acesso até eles é fácil e vc tem a oportunidade de chegar bem pertinho dos animais. Sempre vai ter um grupo de pessoas em volta mas no nosso caso esse grupo passou longe de ser uma multidão e todo mundo mostrou muito respeito aos animais, ninguém tentou tocar, jogar comida ou chegar muito perto (muito importante não interferir na vida deles!).  O leões-marinhos são mais ativos, fazem barulho, brigam entre si, já as lontras (ou seriam focas? não sei) só dormem não querem outra coisa na vida (é o animal que aparece deitado dormindo na foto em destaque desse post-). 

 Vou vencer na vida quando conseguir ser zen desse jeito
são lindos
Para mim eles foram a atração principal do meu dia!
coisa fofinha

 E o passeio prossegue… e é claro que com um mar azul desse não era só os animais que pediam para ser fotografados (hahhaha)


Não contem para ninguém mas menina de rio tem medo de mar

Depois de sair de um frio de West Virginia a Dali disse que tudo que queria na vida era ser um leão-marinho na Califórnia e ficar jogada nas rochas pegando sol o dia inteiro.

Terminamos nosso passeio numa parte da praia chamada Children’s Pool (Piscina das crianças). O fato curioso sobre esse lugar é que essa área (fotos abaixo) foi designada como área de banho para crianças em 1932 e um paredão de concreto foi construído como proteção para que as crianças pudessem nadar em segurança livres das ondas fortes do mar.  E o que aconteceu? A construção desse paredão favoreceu além das crianças a vida silvestre. Os leões-marinhos e as focas amaram esse lugar e começaram a aparecer em bandos para tomar banho, se aquecer e dar luz aos filhotinhos.  A questão agora é:  A praia deve ser destinada a preservação dos animais marítimos ou uso pelas crianças? O tempo que passei lá não vi criança e nem adulto usando essa parte da praia. Os visitantes são encorajados a não nadar na área e manter distância dos animais porque apesar de acostumados à presença humana são imprevisíveis e podem ser agressivos. Também existem preocupações em relação a qualidade da água nessa parte da praia. Então a palavra final é: caminhe pelo paredão, aprecie a vista de 360 graus do oceano pacífico, curta os animais e a praia de longe. Foi isso que fizemos 🙂

Children’s Pool
Vista panorâmica de dentro da Children’s Pool

Esse dia para a gente foi bem tranquilo e relaxado, andamos bastante, achamos um lugar para comer e voltamos mais cedo para o hotel do que no dia anterior (vejam o post sobre nosso primeiro dia) já que no dia seguinte a aventura seria em Los Angeles. Ainda essa semana sai post sobre Hollywood, aguardem!

Primeira vez na Califórnia

Menti, mas só um pouquinho. Tecnicamente já havia pisado na Califórnia ano passado quando visitei Oregon ano passado e atravessei para a Califórnia para ver os Red Woods. Dessa vez foi de verdade passei 3 dias de glória na terra do sol e céu azul (queria que fosse mais muito mais). Está no começo do inverno onde eu moro e fazia 2C quando saí de casa, me senti um pinto na merda quando cheguei em San Diego e estava fazendo 16C e quase nada de umidade no ar (a secura era tão grande que voltei para casa com a pele e os lábios rachados). Vocês bem sabem que não faço nada sem parcerias (hahaha). Minha parceria de maior sucesso até agora é o mariuuuudo (Micah) dividimos de despesas à diversão na vida e nas viagens. Importante mencionar que essa viagem foi idealizada pelo Micah e executada (diria usufruída) por mim e pela minha irmã Dali. Essa era uma viagem de trabalho para o Micah e ele, sempre responsável, não faltou nem um dia na conferência. Santa conferência que nos trouxe para Califórnia merece toda minha reverência!!!

será que ainda cresço e chego lá?

Agora vamos aos detalhes da viagem. Ficamos no Hotel Indigo, não pagamos pelo hotel (obrigada trabalho do Micah) mas pesquisei a diária e fica na faixa de $250. Ótima localização perto do centro e o serviço muito bom. San Diego tem é cheia de patinetes que vc pode usar para se locomover para onde quiser, basta baixar um aplicativo e pronto (não fiz isso pq sou péssima com essas coisas e estava evitando quebrar minha cara para ficar bonita nas fotos hahah). O hotel não inclui café da manhã mas achamos opções boas perto do hotel. Gostamos do café e croissant do Achilles Coffee Roasters. Em termos de comida e entretenimento tem muitaaa coisa para explorar, inúmeros restaurantes e bares. A atividade noturna é bem intensa nos finais de semana, mas como sou mais da vibe natureza, paz e água fresca vamos deixar essa parte quieta. Foi exatamente isso que tentei explorar, as paisagens de San Diego. Queria ver o mar, as palmeiras, os abismos e claro um pôr do sol lindo e maravilhoso. Por indicação de uma amiga fomos ao Point Loma que é uma península bem conhecida pela vista e por abrigar o Cabrillo National Monument feito para comemorar a chegada de Juan Rodriguez Cabrillo, o primeiro europeu a pisar na Califórnia. Nesse lugar é onde fica a Lighthouse mais antiga da área. Amo lighthouses e tirei milhões de fotos dessa. Normalmente a entrada custa $15 mas como era Veterans Day (Dia dos veteranos de guerra) a entrada foi de graçaaaa! ($30 economizados). 

Uma das minhas fotos preferidas
Turista
Eu no topo do mundo! hahah

Lighthouse
Não pode faltar selfie

Nesse mesmo dia enfiei na cabeça que queria ver o pôr do sol desse lugar que tinha pesquisado online chamado Sunset Cliffs. Ah, vale lembrar que o tempo todo que estivemos lá usamos Uber Pool e as caronas saíram entre $8 á $12, são caronas compartilhadas então se vc estiver com muita pressa é bom pegar o Uber normal (mas daí vc paga o preço normal). Mão usamos transporte público pq para quem vai passar 3-4 dias num lugar vc perde muito tempo mesmo que os transportes públicos numa cidade grande funcionem bem aqui nos E.U.A. De volta ao Sunset Cliffs, aqui vão algumas dicas para visitar esse lugar 1) chegar cedo e pegar uma vaga boa 2) leve uma cobertor para sentar em cima e se cobrir porque quando sol começa a baixar vem o vento frio 3) algumas partes são extremamente perigosas (são abismos soltos mesmo) vá até onde se sinta seguro e preste atenção onde pisa e nas placas (não desobedeça as placas!) 4) aproveite até a última luz do dia ir embora. Pelas horas que passei lá vi que é um lugar bem popular para sessão de fotos e pedidos de noivado surpresa (que romântico). O lugar é lindo e acessível. Se vc está numa viagem rápida e não tem tempo de visitar os parques fora da cidade vale a pena visitar e curtir uma paisagem mais natural sem ir para longe. Aqui vão algumas fotos!

Vista pré- pôr do sol
feliz!
Essa é uma área popular para a galera surfista
sim, tirei foto de estranhos pq achei fofo 😛
S2
sob à luz do final do dia
último brilho

E assim terminou nosso primeiro dia em San Diego. Para mais ver vídeos vai lá no meu insta e clica nos destaques. Ainda essa semana posto o dia 2 em San Diego e…… Los Angeles – Hollywood!!

Aproveitem o domingo minha gente!

Mochileira de primeira viagem

Olá amigos e pessoas leitoras!

Esse post é para você que tem vontades que vem do nada, vontade de colocar uma mochila na costa e sair explorando esse mundo vasto mundo de Raimundo. Hoje, depois de muito tempo (desculpa a demora, gente), estou aqui para te lembrar que para tudo na vida existe uma primeira vez (nada clichê, juro). Então, deixa eu te contar o que fiz semana passada…

Eu e um grupo de amigos resolvemos colocar umas coisas na mochila e explorar Dolly Sods por uns dias. Dolly Sods é uma área isolada de floresta que fica aqui no meu estado mesmo – West Virginia. Sim, a ideia foi minha e surgiu alguns meses atrás e parece que a ideia encontrou um grupo de inexperientes que resolveu encarar e fazer a viagem acontecer. Não tínhamos ideia do que estávamos fazendo mas é para isso que existe google na vida. O google nos ajudou a planejar e abaixo segue os relatos de uma mochileira de primeira viagem. Lembrando que não estou aqui para dar super dicas de viajante, se você está procurando por isso volte para o google e tente outra palavra-chave na sua busca. Mas caso esteja procurando por um apoio moral para tirar sua bunda do sofá e fazer alguma coisa diferente pode continuar lendo esse texto.

(Ah, já tem um post aqui no blog sobre a outra primeira vez que mochilei. Na real, aquilo foi um bom treinamento mas dessa vez shit got real. Não tinha a galera expert da universidade para preparar a gente e dizer o que fazer. Portanto, estou considerando essa a primeira vez)

Preparativos

Depois de decidirmos a quantidade de dias que faríamos achamos um percurso que se encaixaria nesses dias. Aqui vai o percurso detalhado para quem tem interesse. Não estávamos muito certos sobre como seria a marcação da trilha e como não teríamos sinal de celular, o Micah resolveu usar um app chamado Gaia que funciona offline. Você paga $20 por um ano de uso e valeu muito a pena para a gente (testado e aprovado pelo Micah). Por sorte já tínhamos algumas coisas de acampar aqui em casa e não tivemos muitos gastos alugando ou comprando gear. Já tínhamos a tenda, saco de dormir, colchão e travesseiros infláveis, botas e roupas apropriadas para caminhar. A única coisa que alugamos foram as mochilas. Tivemos que comprar um jetboil para ferver água para fazer comida e nossos amigos compraram um mini filtro  para filtramos água dos riachos (usamos tudo de forma compartilhada). Para comida, optamos por levar barras de cereais e comidas desidratadas (tudo que você precisa é jogar água quente e está pronto). Usamos Mountain House para a comida desidratada e para minha surpresa era até bom. Eu e o Micah somos obcecados com café e é claro que tivemos café bom todos os dias. O Micah comprou os grãos, moeu e levamos com gente. Ano passado dei um minipresso próprio para acampar para o Micah de presente que foi bem usada nessa viagem (e essa foi minha contribuição para o café).

Ah, se você acha que está fora de forma é bom se preparar fisicamente antes e escolher um percurso não muito longo para iniciantes para ter certeza que vai dar conta. Lembra que você vai carregar sua casa nas costas!  No nosso caso, nenhum de nós se tocou para isso, escolhemos um dos percursos mais difíceis e preparo que é bom – nada-. Não vou dizer que não pagamos um preço por isso haha. Foram 34km de terrenos difíceis, subidas, descidas, travessias, quilômetros e mais quilômetros andando em pedreiras (o bicho pegou aqui!). O total de elevação que ganhamos na viagem inteira foi de 680 metros (minhas pernas aguentaram o tranco mais ainda reclamam até hoje rsrs).

Vamos ao que interessa!

Dia 1

Pensamos em cancelar nossa viagem um dia antes quando vimos que a previsão do tempo não iria mudar e que encontraríamos chuva no primeiro dia. Mas, a vontade de se aventurar foi mais forte e concordamos em manter os planos e sair na sexta debaixo de chuva ou sol. Fomos.

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Inocentes, mochileiros de primeira viagem.

 

Curiosidade: Dolly Sods é uma área que foi quase que completamente desmatada no século XIX. Em 1943 foi usada como área de treinamento pelo exército americano para a Segunda Guerra Mundial. E isso quer dizer que ainda existem bombas ativas no terreno e que não pode dar uma de doido e inventar a própria trilha se não vira picadinho. Finalmente, em 1975 a área foi protegida e destinada somente ao uso de recreação e lazer.   

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Para não dizerem que estou mentindo, aqui está a prova.

Aqui vão algumas fotos de quando a chuva deu uma trégua e conseguir parar e alcançar minha camera que, a propósito, foi um peso extra nas minhas costas (sofri).

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Aliviando a costa e apreciando a paisagem.

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Má-gi-co

Por sorte não caiu um toró (como diz o paraense) o dia inteiro. O primeiro dia foi o mais longo e cansativo que tivemos. Caminhamos 16 km até o acampamento, chegamos bem acabados, não conseguimos fazer fogo por causa da chuva mas o importante é que ajeitamos tudo, comemos e descansamos (alguns de nós mais do que os outros né Micah?!).

Dia 2

Com nossas forças renovadas e sabendo que caminharíamos menos até o próximo acampamento (cerca de 8km) o nosso segundo dia foi de boa. Aproveitamos bem o acampamento, tomamos café, alongamos e colocamos nossas coisas para secar (pq finalmente tínhamos sol) e começamos nossa caminhada mais tarde às 11:30.

O dia 2 foi dia de bastante pedreira mas o esforço valeu a pena e fomos presenteados com uma vista maravilhosa do Lions Head. Essa trilha definitivamente não é family friendly, a vista é maravilhosa mas se você tem medo de altura e tem as pernas curtas as fendas entre as rochas podem fazer o coração bater mais forte. Eu por exemplo, curti muito a vista mas não fui para as beiradas porque era risco desnecessário para mim e além do mais fico tonta com abismos hahah.

(As fotos que tirei não fazem justiça ao lugar pq vocês sabem… segurança primeiro)

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Nosso acampamento no segundo dia foi um paraíso, achamos um cantinho na beira de um riacho que deu até para tomar um banho, rolou uma fogueira para animar a noite e foi maravilhoso dormir com o som da água correndo no fundo.

Dia 3 (Final)

Na manhã seguinte 10km nos aguardavam e esse seria o final da nossa jornada. Esse também era o trecho que teríamos mais subidas. O  dia estava ensolarado e boa parte da nossa caminhada era à céu aberto. Começamos a caminhar às 9:15 e chegamos de volta para o ponto de onde partimos por volta de 1 e alguma coisa da tarde, alguns de nós morrendo, reclamando, miseráveis mas felizes (pelo menos por dentro eu acho haha). Vou falar por mim, estava me sentindo bem, ainda com energia e com o coração cheio de felicidade. Foi dolorido, desafiador, lindo e uma experiência única. Fisicamente falando foi a segunda coisa mais desafiadora que já fiz na vida (nada supera os 10 dias e 80 km trabalhando na checagem de trilhas para a Jungle Marathon, mas essa é uma história de sofrimento que poucos sabem e deixaremos assim). Voltando ao história que interessa, acompanhe os destaques do nosso último dia aí nas fotos.

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Primeiros raios de sol da manhã.

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Minha parte preferida do dia 3.

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Estrelando Micah, o modelo de pernas de Dolly Sods.

Moral da história desse post: Ouça a voz do seu coração ou as vozes da sua cabeça (sei lá qual é a coisa que você anda ouvindo hahah) e vá para onde essa voz lhe mandar, mas vá com cuidado, se prepare, aprecie a natureza e se divirta (e se não for para ser assim nem vá rsrs). Ah, mais uma coisa desencana dessa ideia de ficar esperando por aquela viagem fantasia para os Alpes Europeus chegar para colocar uma mochila nas costas. Esse mundo tem tantas esquinas para serem exploradas. Que tal começar pelo seu quintal? Pelo Brasil, pela Amazônia, Chapada, Mata Atlântica, seja lá o que for…. Arrange um lugar para explorar, descubra a Dora Aventureira dentro de você. Revele-se!!

Até a próxima!

(estou indo e quando voltar para o próximo post estarei mais velha, madura, sábia e tudo isso… faltam 45 min para meus 30 anos!!! ain meo deusoo!)

 

 

 

 

Dicas de Viagem para os E.U.A

Bem vindos ao primeiro post do ano!! (Era para ter sido o último post do ano mas, desculpa aí, não deu.)

Minhas últimas duas semanas do ano tem sido meio malucas, agora por exemplo, estou rascunhando esse texto enquanto atravesso o estado de Virginia a caminho de volta para casa depois de 8 dias de aventura na estrada. Muita história para contar, mas nesse post vou ser bem objetiva e deixar as histórias para depois. Mas só para vocês terem uma ideia e seu pudesse contar a história em números seria bem assim:

1 Minivan
1 americano
5 brasileiros
11 estados
5865 Km rodados
100000… momentos felizes 🙂

Conheçam os aventureiros:

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Foto tirada em West Virginia. Nosso time de 6!

Com base nessa minha experiência viajando pelos Estados Unidos com minha família por duas semanas aqui vão algumas dicas para você que está planejando umas férias para esse lado de cá. Aqui entre nós, viajar para os E.U.A pode ser por natureza complicado por conta do visto, passagem pela imigração e tudo mais… Não vou entrar nessa parte hoje (outro dia quem sabe), vamos dizer que você já está com visto e passagem em mãos e começar por lá.

  • Cartão de crédito – O tanto que você odeia usar cartão de crédito, pensar nos boletos é o tanto que você vai precisar do maldito por aqui. Você vai conseguir alugar carros e fazer reservas de hotéis com mais facilidade. Vou acrescentar aqui que o uso do cartão de crédito tem que ser muito bem planejado, tentado você vai ser beeeem a comprar coisas que não precisa. Foca na hospedagem e aluguel de carro.
  • Plano de saúde – Fiquem sabendo que ficar doente aqui é caro então não saia do Brasil sem comprar plano de saúde para a duração da estadia nos E.U.A e para cada membro do seu grupo. Imprevistos acontecem e é bom estar preparado. No meu caso, meu irmãozinho ficou bem doente assim que chegou e tivemos mesmo que usar o plano dele para levá-lo ao hospital. Dependendo do plano que escolher boa parte das despesas vão ser cobertas (nada é de graça aqui rsrs). Aqui vai o website onde compramos os planos de saúde para minha família.
  • Motorista nativo – Eu sei que isso é pedir demais mas, só coloquei isso na lista para exaltar o motorista da nossa viagem que foi fenomenal, Micah (contratem! rsrs). Falando sério, faz toda a diferença viajar com alguém que já é familiarizado com o trânsito aqui e sabe navegar bem, isso poupa muito tempo.

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Por aí na Flórida

  • Evite destinos turísticos batidos – Estados Unidos é mais do que Flórida e NY. Garanto que você fora desses lugares você vai ter uma experiência mais autêntica americana e bacana. Outra coisa, outlets no interior são menos lotados, tem as mesmas lojas famosas e o imposto é menor (você faz suas compras tranquilamente e gastando menos). Nas férias com a minha família concentramos mais tempo na Pennsylvania, West Virginia e Illinois que são lugares onde temos amigos e família (estadia garantida!).  Vejam um pouco do nosso natal em Illinois (rolou muita neve o que não teríamos visto se tivéssemos resumido as nossas férias somente a Flórida)!

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Manhã mágica do dia 25

  • Compre um chip com internet ilimitada – Google maps é uma ferramenta que vai ajudar você bastante enquanto você viaja (tem toda a informação de transportes locais que você precisa) portanto, vale a pena o investimento de $60,00 e além do mais você vai manter suas redes sociais todas atualizadas na hora que quiser sem ficar neurado em busca de WiFi. Se você tiver um chip GSM, recomendo AT&T ou T-Mobile. O T-Mobile tende ser mais em conta porém o AT&T tem uma cobertura melhor.

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Fazendo muitas memórias…

  • Sim, você pode conhecer destinos famosos – Se seu sonho é mesmo conhecer destinos famosos fique hospedado em alguma cidade vizinha e economize alguns $$. Foi isso que fizemos, dirigimos de Pittsburgh para NY city, para evitar dirigir dentro da cidade e também os preços exorbitantes de estacionamento e hospedagem ficamos Burgen-New Jersey (20 min de NY city). Economizamos cerca de $200,00 com a estadia, pegamos um shuttle de $12,00 (ida e volta) que saiu do hotel direto para a Times Square, visitamos os mercados de natal e o Bryant Park (NY city é outra com as decorações de natal). No próximo dia pegamos um ônibus de menos de $3,00 e fomos parar na Times Square de novo, dessa vez exploramos bastante a pé a 5th Avenue até o Central Park. Depois continuamos a explorar a cidade de metrô. Planejamos 2 dias da nossa viagem na Flórida já que minha família ia pegar o voo de volta em Miami e usamos a mesma estratégia lá, fugimos do vuco-vuco de Orlando e achamos um lugar só o filé (como diz meu irmãozinho) em Melbourne, 1 hora de Orlando.  Levei meu irmãozinho para o Universal Studios mas isso é assunto para outro post…. (avisem se quiserem saber mais).

  • Na estrada não tem como não comer nos famosos restaurantes de franquia (não sou fã, mas fazer o q?). Se você optar pelo McDonalds, eles tem um value menu onde a maioria das coisas é $1,00 (sai melhor do que pedir combos). Raridade é você encontrar opções saudáveis na beira da estrada, mas na Flórida me deparei com essas banquinhas fofas de frutas que me fizeram muito feliz e me lembraram do Brasil. S2

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Compre laranja e manga para o almoço nesse dia 🙂

  • Use Yelp – Quando parar nos lugares para passar mais tempo, coma bem! Use yelp para ver os melhores restaurantes da área, veja o que as outras pessoas estão falando sobre os lugares e check os preços. Fuja das franquias e coma em restaurantes locais.
  • Fique atento para o clima – Aqui o inverno está sendo rigoroso e como viajamos para cima e para baixo de carro enfrentamos todos os tipos de clima. Se informe sobre o clima para poder ter as coisas certas na mala. Para inverno, recomendo que faça as suas compras aqui em lojas de segunda mão (Goodwill, Plato’s Closet, Gabe’s etc.), compre o básico só para sobreviver mesmo e deixe para gastar só com aquilo que você quer levar de volta para o Brasil. Nessa viagem  fomos do frio intenso ao clima agradável (não rolou nada de calor segundo os paraenses hahha).

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Depois de tanta neve, no caminho de volta vimos esse céu azul da Carolina do Sul.

É isso aí meu povo! Espero que esse post tenha te ajudado ou pelo menos inspirado. Desejo a todos um 2018 de muitas viagens e alegrias!

Agradecimentos
Micah Gregory – Planejamento da viagem e co-autoria desse post! You’re the best!
Navus House – Amigos Nathan & Val por nos acolherem tão bem em Pittsburgh.
Gregory Family – Pela acolhida e natal inesquecível em Illinois.
The Bests – Pela hospitalidade e recebida na Carolina do Sul.
The Turners – Pela amizade e por fazerem tempo para tomar café com a gente em Tampa-Flórida.