2 dias em Toronto

Pára tudo que dessa vez eu atravessei a fronteira e fui para o Canadá!!! Tá um negócio internacional esse blog hein. Muitos dirão “Nossa Lidi, você viaja muito… deve ter muito dinheiro…” Não, meus caros amigos, o que de fato tenho é cara de pau, cara de pau para fazer da viagem dos outros a minha também. Enquanto houver espaço vazio no banco de trás de alguém lá estarei (fica aqui o apelo para convites haha). Dessa vez os zamigos estavam indo para Toronto e eu ali em Mongantown dando sopa,  conversa vai e quando conversa vem já tô junto e trio Toronto está formado.

E lá fomos nós estrada à fora. De Pittsburgh, de onde saímos, são algumas boas 6h. Mas daí tem a paradinha básica na fronteira que pode demorar ou não. Para essa viagem eu tinha uma preocupação, ter problemas na saída/reentrada nos EUA. Não me sentia segura mesmo lendo tudo que me assegurava que não teria problemas apresentando meu passaporte e green card (a gente nunca sabe né… melhor não comentar). Mas o que a gente faz nessa hora? Coloca um sorriso no rosto e vai. Essa foi minha primeira vez testando o tal do green card (para quem não sabe é um cartão de residente permanente dos EUA, como se fosse um visto permanente mesmo).

A tensão logo se foi quando passamos para  o lado de lá sem nenhum problema e avistamos aquela bandeirinha do Canadá acenando para a gente. Estávamos prontos para o fds! Exceto que durante a viagem meu olho ficou bichado por causa da lente e sabe o quê? Essa  “viajante experiente” esqueceu os óculos em casa. Passei o final de semana apenas com um lado da lente no olho e o outro lado irritado e cego. Mas a gente tá é no Canadá!! Vai achar ruim? Não, vai só com um olho mesmo  (rsrsrs). Vejam lá nas fotos depois que só apareço com óculos escuros na cara, não é estilo não meu povo; é pira no olho mesmo haha.

Com muita dor no olho fiz alguns registros. As duas fotos seguintes foram conseguidas graças a uma amiga generosa que nos cedeu o apartamento dela no 50 e alguma coisa andar com essa vista maravilhosa de Toronto.

Sunset
Não posso com esse pôr do sol…
brecha 2
Fim de tarde em Toronto e as luzes se acendem

Vamos agora às andanças!

CN Tower – É uma dos principais pontos turísticos de Toronto. Pagamos 35$ para ir até o topo, a vista é incrível. Se você não tiver satisfeito com isso ainda pode ir ao topo do topo (pagando mais é claro, não obrigada). Uma coisa, é bom já ir sabendo que o lugar é muito lotado (por isso não consegui nenhuma foto legal lá de cima rsrsr).

Curiosidade: A torre foi construída em 1976 e naquela época foi considerada uma das torres mais altas do mundo.

CN Tower.jpg
Andando pelo centro de Toronto, uma vista da CN tower.

Para quem não sabe que fique aqui claro, amo mercados!! Toda aquela gente, comida por todos os lados, o melhor lugar para se sentir integrado numa cidade. O Lion (conhecido como Daniel rsrs) colocou no nosso roteiro o St. Lawrence Market. E foi lá que descobrimos esse lugar aí da foto, um cantinho de onde saem todos os tipos de crepes. Uma boa opção para quem é glutén free, lactose free (como e menina aí da foto rsrs). Foi lá que comemos o melhor crepe de chocolate com frutas vermelhas da vida (talvez fosse a fome, a tpm, a empolgação, talvez fosse realmente divino, o fato é que nunca me esquecerei daquele crepe).

Dica: Não esqueça seu cartão, lembre-se que no Canadá o dinheiro é dólar canadense. Alguns lugares vão aceitar dólar americano numa boa e te dar de troco dólar canadense mas outros não.

Dairy free crepes
A espera

Sim, ainda tivemos tempo de dar uma passadinha na praia, a Woodbine beach. É uma praia super popular, onde você encontra Toronto inteira bem representada. A população de Toronto é muuuito diversa e o que é legal é que todo mundo parece ser bem integrado (amei muito isso!). A praia parece ser um dos pontos de encontro comum para todo esse povo. Como não sou muito garota da onda, achei um cantinho para sentar e assisti, assisti o povo jogando vôlei, futebol, nadando, as famílias se divertindo, a galera fitness malhando no calçadão, todo mundo aproveitando o verão à sua maneira.

Curiosidade: Quase metade da população de Toronto é feita de imigrantes.

Beach

No domingo antes de voltarmos para casa visitamos o Kensington market, que apesar do nome é um bairro.  Achamos uma rua maravilhosa por lá cheia de cafés hipsters, comidinhas bacanas, artesanato e becos grafitados. Precisa dizer que as garotas da foto se acharam as donas do beco? A gente não pode ver uma parede legal que já quer virar largatixa mesmo.

Curiosidade: No verão, no último domingo de cada mês acontece uma feirinha na Augusta avenue  com muita arte e coisas fofinhas. Nós infelizmente chegamos cedo demais no domingo e não deu tempo para esperar por isso 😦

cool wall
Era para ser pose de blogueira mas vamos dizer que gangueira é mais adequado.
cool wall 2
Se for para ter amigas e não sair combinadinhas corta que nem quero :p
cool car
E perto do beco tinha uma carro…Tinha uma menina sentada no carro.

Terminando esse post com a prova viva de que pisamos em Toronto. Quem não gosta dessas letras gigantes que viraram modinha ao redor do mundo?

Toronto

Até a próxima meu povo!

P.S: Escrevendo sobre o Canadá mas vivendo vivendo novas aventuras em Oregon.

Agradecimentos
Daniel-Lion Alexander – além de dirigir, aguentar duas perturbadas no carro ainda bolou o itinerário (contratem!)
Cris – nos cedeu mais que um teto para ficar, nos surpreendeu com a melhor vista de Toronto. Da próxima vez vamos sincronizar nossas agenda e te ver!

 

 

Cenas de Nova Iorque

(Sim, pode começar a ler sem medo pq hoje não tem textão)

Sabe aquela sensação de pegar em um fio elétrico descascado? Sabe aquele sentimento de abrir a porta do guarda-roupa e ir parar em outro mundo? (fãs de Nárnia entederão). É assim que descrevo minha relação com New York city. Todas as vezes que vou (só foram duas mas já me sinto veterana rsrsr) o primeiro impacto é sempre chocante, energético. Ao mesmo tempo que drena repõem energia. E é dessa forma que um mundo novo se abre, um mundo de gente, culturas, gostos, cheiros, sons, informações. Para mim essa é a beleza de New York. É o que vale 8 horas de viagem de ônibus e quilômetros e quilômetros caminhados pela cidade em dias de verão rigoroso. Porque se quisermos um dia contar nossas próprias histórias tratemos de fazê-las ora! (diga lá Jullyana! Sim aquela mesma do post passado).

Não, esse post não é sobre roteiros turísticos em Nova Iorque. Já tem tanto site, blog especializado só nisso que é só dar um google meu povo. Nesse post trago cenas da minha mais recente visita a cidade dos táxis amarelos, as cenas que me chamaram atenção e que quero guardá-las na memória e por aqui.   Então vamos lá?!!!

  • A Brooklyn bridge conecta Manhattan ao Brooklyn que é um bairro todo cool e hipster. Foto clássica para abrir esse post.
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Brooklyn Bridge. 
  • Em baixo os carros, mais em baixo o rio, aos arredores prédios, e por todo lugar gente!
Broklin_Bridge_b&w
Outro ângulo da Brooklyn bridge e dessa vez sem cores.
  • Uma espécie de cachoeira artificial foi construída no que restou da estrutura original das duas torres atingidas no ataque terrorista de 11 de setembro. Na foto, o reflexo de um dos 400 carvalhos plantados no memorial.

memorial_torres gemeas

  •  O nome de cada uma das vítimas dos ataques tanto de 1993 quanto de 2001 está escrito no parapeito das cachoeiras.
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No meio de tanta gente o lugar expressa quietude nos mínimos detalhes.
  •  Essa é Manhattan  vista do outro lado (New Jersey). Essa sensação de calma e tranquilidade só pode ser sentida quando vista assim de longe.
NY3
Hoboken, New Jersey. Melhor vista!!
  •   Para quem me conhece, sabe que sou sou apreciadora confessa do pôr do sol. E esse entardecer que assisti em Hoboken com a vista para New York City foi um dos melhores que já presenciei.
NY1
Por entre as árvores, o sol desce e as luzes de NY city aparecem.
  •    E claro, o que é Nova Iorque sem as luzes, os táxis amarelos, um bolo de gente? O que é Nova Iorque sem Times Square?
Times Square
Where’s Waldo?? ;P
  • Nesse lugar, tanta coisa para ver, tanta coisa para pensar. Achei um lugarzinho para descansar, assistir e admirar.
Times Square 2
Times Square again!

Com foto clichê mas bem NY city termino esse post.

Meu conselho? Vá a New York ou qualquer lugar que seja, visite os lugares que  verdadeiramente te interessam ou encontre algo interessante no lugar que está, tire tempo para parar e admirar, no final do dia reflita sobre o que viu. Muitas vezes visitamos lugares que tudo que conseguimos falar sobre é que fomos. Nossas histórias não passam do “Eu já fui lá”.   Siga seu próprio roteiro e tenha aquela história que é só sua para contar. Não importa o lugar que pisemos desde que tenhamos algo para contar.

As minhas histórias desses dias visitando NY não contei aqui não. Essas vão ficar para outro dia quando a gente se esbarrar por aí em qualquer canto do mundo.

 

Agradecimentos:

Nicole & Jo-oo-sh por, além de serem fofos, nos darem teto e amor.

Jullyana Franco: Pela foto em destaque nesse post e também por me fazer correr para direção errada “para não perder o metrô”.

Uma hóspede e um final de semana em D.C.

Quando você tem hóspedes em casa é bom né?  – Só os chatos vão discordar (buuuuh… rsrs desculpem leitores, vou me comportar) -. Enfim, se você é meio chatinho vou te dar uns argumentos para você deixar de ser assim e até o final desse post é quase garantia que vai ter se transformado numa pessoa mais relax e legal (rsrsr).

Vantagens de hospedar alguém em casa:

  1. Se você é daqueles que é preso na rotina, com alguém em casa você tem a chance de quebrar aquela rotina que te aprisiona e fazer um negócio diferente todo dia.
  2. Você vai exercitar o seu lado altruísta. Isso!! Vai pensar mais no outro, se preocupar com o bem-estar do outro, daquele outro que tudo que você quer é que seja feliz e se sinta a vontade dentro da sua casinha.
  3. Ah, mas você é muito territorial e gosta de tudo do seu jeito? Então está na hora mesmo de você ter um hóspede (e te desejo um daqueles bem bagunceiros… brincadeira!). Mas sério, deixa de ser assim e relaxa. Receber alguém em casa é ter companhia em noites vazias depois do trabalho e papear até o sol raiar.
  4. Hopedar alguém em casa é trocar experiências. Aprender sobre o outro e com o outro (sacou?).
  5. Por último e muito importante, você vai ter todas as desculpas que precisa para cair nas graças desse mundo, porque como bom anfitrião o seu papel é de mostrar tuuudo. Isso significa que você tem todo o direito de sair turistando por aí (ninguém vai te julgar! haha  S e  j o g a !)

Já entendeu porque vim com todo esse discurso bonito né?  Seguinte, tenho uma hóspede em casa! E o que você faz quando sua hóspede é estudante de direito e só quer saber de lei e essas coisas… Leva ela para a capital do país! Washington D.C aí vamos nós! (ôpa, demonstrei empolgação? Só estou fazendo isso pela hóspede mesmo… puro altruísmo lol)

Nessa aventura embarcaram:

Eu – auto entítulada melhor anfitriã do mundo -.

A Hóspede – também conhecida como a menina Direita (se liga no trocadilho rsrs)-.

O Koala BearMy partner in crime! Já citado nesse blog como sponsor de outras viagens. Pela primeira vez na história desse blog nossas agendas se cruzaram e ele se juntou a mim numa aventura.

Washington fica a 3h de carro daqui de onde eu moro. Já havia visitado em algum outono frio no passado em viagem a trabalho super curta, mas dessa vez fui para turistar meeerrmo (pq tenho uma hóspede e poooosso!). O chato é que todo “O” mundo estava lá para fazer a mesma coisa (afff… odeio turistas rsrsrs). Washington está entre as 10 cidades mais visitadas dos EUA daí já viu como que é. Ainda mais no verão que todo mundo quer aproveitar para viajar e ficar fora de casa. Então, passamos praticamente sábado e domingo na cidade. O que tem para fazer lá? Monumento para todo o lado (tipo, para cada guerra), todos os prédios do governo, o congresso, muitos e muitos museus e claro, a casa branca.

No sábado andamos os dia inteiro sob um calor de 36C (ei, a gente é do norte mas sente calor tbm tá?). Visitamos o Capitol building fizemos um tour 0800 que valeu muito apena para aprender sobre a história dos Estados Unidos (todo em inglês é claro, se você é zerado no inglês, vai assim mesmo e já vai treinando o ouvido). Para você que quer visitar o Capitol building é importante lembrar que a segurança é reforçada, igual para entrar no avião, não passa nem água. Também passamos pelo Jardim Botânico dos Estados Unidos e três Smithsonian. Sobre os museus Smithsonian, vale muito a pena conferir, principalmente se você tem crianças. Ele é todo interativo, informativo e divertido. Tinha menino demais para o meu gosto (rsrs) mas eu entendo o encantamento.  Nesse mesmo dia, falando do sábado gente, vimos a casa branca. Desculpem a falta de fotos, sei que todo mundo quer ver isso mas eu sinceramente não vi fascínio. Tem muita segurança, muita gente sempre se aglomerando e é um pouco difícil pegar uma vista boa. Se o Donald Trump estava lá? Preferiria que não hahahha. Terminamos o nosso dia com um ramen e sake respeitado no Bantam King. Para sobremesa, o melhor gelato do mundo para uma tarde quente de verão, pitango (disso sim tem foto! Mas tem que ir lá no insta para ver @lidigregory).

 

Voltamos para o hotel exaustos. Ficamos num hotel fora da cidade (cerca de 20 min) porque ficar na cidade é perder os olhos da cara se é que você me entende. O passeio tinha sido ótimo mas estava um pouco frustrada com a quantidade de pessoas. Eu não tinha tirado nenhuma foto por que era impossível se livrar daquela multidão. Decidi que no domingo iria acordar as 6 da matina, visitar os monumentos que queria com calma, apreciar a paisagem e viver o momento. E assim foi, o Koala topou e a hóspede dorminhoca ficou. Tive uma experiência totalmente diferente indo cedo de manhã e foi a melhor coisa que fiz (Confiram as fotos!).

Lincoln Memorail
Vista para o Lincoln Memorial
2 war memorial
Memorial da 2 Guerra Mundial e bem atrás o Washington Monument.
Vietnam Memorial2
Parede com os nomes dos mortos na guerra do Vietnam. Inúmeros mortos 😦
Vietnam Memorial
Rosas na passagem que leva ao Memorial da guerra do Vietnam.
Lincoln statue
Estátua do Abraham Lincoln dentro do Lincoln Memorial.
View from Lincoln Memorail
Washington Monument visto da frente do Lincoln Memorial.

Depois de um café reforçado visitamos o Arlington National Cemetery que é um cemitério militar enorme. Esse cemitério foi criado em homenagem aos mortos de guerra e é onde estão enterrados aqueles que de alguma forma se destacaram. O que você não pode deixar de conferir é a troca de soldados que fazem a guarda do túmulo dos soldados desconhecidos. Esses túmulos tem guarda 24h faça chuva, sol ou neve. Ah, os Kennedy’s também estão enterrados nesse cemitério. Desculpem novamente pela falta de fotos mas é que acho meio sei lá… estranho, bizarro, desrespeitoso tirar foto em cemitério (não sei explicar). Enfim, o domingo foi menos intenso do que o dia anterior, batemos mais perna, jantamos e pegamos a estrada de volta para casa.

Não vou comentar sobre cada monumento que vi porque é muita informação e você tem que visitar D.C! Arranja um hóspede, uma desculpa e vai! Ou melhor, vem ser o hóspede de alguém!

Sobre a hóspede/menina direita? Ela amou tudo! (manifeste-se nos comentários Jú). D.C é um prato cheio para quem ama história e política. Visitar a capital de um país é para quem quer aprender mais sobre o passado e o presente de uma nação.

Deixa um comentário aí se te convenci que hospedar pessoas é uma coisa boa ou se pelo menos te convenci a visitar Washington D.C!

Agradecimentos: Koala por fazer essa viagem possível e Ju por ser objeto de inspiração desse post (desculpa aí a exposição mas já era…).

Bom final de semana povo!

 

 

Sobre estudar em outro país…

(Post sobre quando fui bem ali estudar)

Ela é quieta

Mas não tímida

Ela fala pouco

Mas grita seu silêncio

Ela se cala

Mas não consente

Ela espera

Mas não perde o momento

Ela segue devagar

Mas não demora

Ela sonha

Mas não admite

Ela passa confiança

Mas desconfia de tudo

Ela faz

Mas não planeja

Ela acredita

Mas não demonstra

……………………………..

Ela não falava inglês

Mas aprendeu

Ela nunca tinha viajado

Mas foi

Ela encontrou um mundo novo

Mas nunca esqueceu suas origens

Ela fez novos amigos

Mas guardou no coração aqueles antigos

Ela não é de celebrações

Mas se alegra

…………………………….

Ela não é extraordinária

Ela estudou, aprendeu, graduou

Ela continua escrevendo sua própria história

Ela está preparada para a próxima aventura

Ela sou eu (e você)

Ela é Mulher.

Lidi_wvu
Não é oficialmente uma tradição mas na WVU todo mundo enfeita o capelo. Entrei na onda rsrrs
lidi_graduation3
O Woodburn é um dos prédios mais antigos da universidade e o meu favorito. Por que??
lidi_graduation6
Graduei e agora?!
Lidi_wvu_3
Alguém tira esse capelo da minha mão por favor?!
lidi_graduation
Sorria meu bem, sorria 🙂
lidi_graduation5
(Finalmente em trajes normais) Espero pacientemente pelo próximo capítulo.

Formada em Letras pela UFPA.                                                                                                  Agora com mestrado em Recreação, Parques e Turismo pela West Virginia University. Doutorado? Por hora, não.                                                                                                        Trabalho? Aceito 😀

Agradecimentos
Jullyana Franco que veio do Brasil só para tirar essas fotos #sqn Lol e Amber Sines por me ajudar a fazer arte no capelo.

Memorial Day em Ohio

Por que os feriados prolongados tem esse poder de nos fazer pessoas mais felizes?

Semana passada, nesse mesmo dia foi Memorial Day aqui nessa parte do mundo. Para falar a verdade até me sinto um pouco culpada da minha felicidade no começo desse post. O fato é que esse feriado só existe porque uma pilha de gente foi para guerra e morreu. Não precisa olhar no google, já explico o negócio (esse blog tbm é cultura minha gente!). Toda última segunda-feira do mês de maio é celebrado o Memorial Day, feriado nacional nos Estados Unidos, em homenagem a todos os hérois de guerra americanos que perderam suas vidas em combate. Sabe o que é mais triste? Não foi pouca guerra não que esse país já comprou. Quer ficar mais triste ainda? Não foi só americano que morreu em combate não. Faz as contas! Melhor não. Já entenderam direitinho a proporção da tragédia que deu origem a esse feriado para gente?

Voltando para a semana passada porque foi muito feliz e falar de guerra me deixa triste. O que eu fiz? Eu e os amigos (sim, aqueles de sempre) saímos para um rolézinho suave (gíria bem tosca mesmo para ganhar a audiência). A jornada começa comigo, a penetra na viagem alheia, saindo de Morgantown as 22h de busão rumo a Pittsburgh. Na manhã de sábado saímos cedo (10h rsrrs) depois do café da manhã com nosso destino traçado para CincinnatiOhio. Nessa viagem o carro estava com a lotação máxima  porque era uma viagem bem em família. Agora acertem quem era a estranha no ninho? Mas olha, nem pareceu porque quando os amigos são da zueira pode ter certeza que eles puxaram à alguém lol. A viagem foi tranquila e se me lembro bem dirigimos por 4 horas.

Agora vamos aos destaques do passeio:

  • Comemos no Eli’s BBQ – Esse lugar é bom e barato e aparece com quase 5 estrelas no trip adviser (manjaa!!). Eles servem southern food, comida bem tradicional do sul dos EUA. Eles tem variedade de sanduíche de porco, costela de porco, acompanhado de purê de batata e feijão doce ou batata doce ou pão de milho (para gente parece mais com um bolo de milharina). O ponto baixo foi o purê de batata que para o meu gusto estava bem salgadinho (já quero fazer uma review e tirar uma estrela no trip adviser rsrrsrs). Nos fomos no Eli’s BBQ do Riverside e é bem legal porque tem opção indoors e outdoors para o pessoal curtir o clima bom mesmo de verão.
  • Chegamos no dia que estava acontecendo um festival Taste of Cincinnati na área do centro. Taste of Cincinati é um festival culinário que acontece o final de semana que precede o Memorial Day. É um evento super popular que reúne um monte de estandes, food trucks, e muita gente.
  • Caminhamos pelo centro e visitamos o Smale Riverfront Park. Cara, se eu fosse criança eu iria morrer feliz naquele parque. É um parque para todas as idades na verdade. Lugar bom para relaxar e soltar os moleques doidos para brincar nos brinquedos interativos.
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    Encontrando a moleca doida dentro de mim.

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    Ainda no Smale River Front Park, ponte suspensa que leva até Kentucky.
  • No domingo visitamos o Findlay Market, lugar que ganhou meu coração. É o mercado da cidade e fica num bairro histórico, Over-the-Rhine neighborhood. Sobre o mercado, existe desde 1852 e tem artesanato, comida, música ao vivo e uma atmosfera super agradável. Sobre o bairro, uma arquitetura incrível que me intrigou muito pela beleza e por maior parte dela estar se deteriorando. Não me conformei e quando cheguei em casa ver a história daquele lugar. Eis aqui o que descobri, em 2008 esse bairro foi incluíndo no livro 500 lugares para ver antes que desapareçam. Os prédios de arquitetura linda construídos por imigrantes alemães estão em extintos e muitos estão na lista de espera para demolição. Fiquei feliz em ver que pelo menos algumas áreas estáo sendo revitalizadas e transformadas em empreendimentos.  Amei muito esse mercado e esse bairro! Visitem antes que desapareça! 0bs.: A foto em destaque nesse post é do lado esquerdo do mercado.
    Findlay_market
    Mercado fofinho.
    market_cincinnatti_1
    Ainda no Findlay Market.
    street_art
    Arte de rua em Over-the-Rhine.

    IMG_2818
    Ainda em Over-the-Rhine. É bom viajar com amigos mas quando eles são fotógrafos é ainda melhor.
  • Fizemos uma visita relampago ao Hocking Hills State Park na segunda- feira do Memorial Day. Lugar super interessante e que por conta do feriado estava transbordando de gente. Voltaria num dia mais calmo para explorar porque se tem gente é por que é bom né?hocking_hills_park
  • Pegamos a estrada por mais algumas horas numa parte bem rural de Ohio para passarmos uma noite bem relax numa cabana na floresta. O ponto alto? Aquele lugarzinho no meio do nada, com sabor de chocolate, cheiro terra molhada e com uma hot tub que você respeita Lol (ainda não superei aquela água quente e hidromassagem). Foto reveladora somente para os seguidores do Insta 😀

Agora sequência de fotos aleatórias de coisas fofinhas que passaram pelos meus olhos enquanto dirigíamos por aí.

casa do lago2
Em algum lugar no interior de Ohio – Casa do lago 1.
casa do lago
Casa do lago 2.
patos
Eden Park em Cincinnati.

Depois disso só foi corer para o abraço, tomar uma café da manhã reforçado no outro dia, dirigir de volta para Pittsburgh, madrugar no outro dia para pegar o ônibus de volta para Morgantown e correr para o escritório por que minha vida de estudante ainda não acabou.

Ah, o que seria da vida sem os feriados, os amigos, a casa dos amigos, o carro dos amigos e os lugares legais para a gente visitar?

Melhor do que isso é só não ter mais feriado de guerra né? Por que assim a gente fica até meio pensando duas vezes antes de ir embora e ser feliz.

Peace!

P.S: Thanks lion.explorer pelas fotos que você tirou de mim. Sem você o mundo seria só selfies e paisagens.

Mochilando na Pennsylvania

“Mas porquê a Lidi saiu do meio do mato para ir para os Estados Unidos ficar no meio do mato?” Consigo ver meu pai falando isso.

Gosto do urbano, de ver pessoas, culturas coexistindo, interações, mas o que mais me interessa é o equilíbrio (isso não é uma viagem na maionese). O equilíbrio de ter os dois, enxergar e admirar diferentes belezas. Deixar ser, sentir o ambiente que me rodeia e experimentar os diferentes gostos que ele me dá.

Semana passada me deixei ser e fui. Fui para a minha primeira mochilada (acabei de inventar essa palavra, backpacking talvez soe mais legal). Me inscrevi para uma backpacking trip oferecida pela universidade. O anúncio dizia que era uma backpack trip  destinada somente para mulheres, friendly para iniciantes e com equipamentos, comida, transporte para o lugar da saída inclusos (uma merreca de $30 pila, li até o final para ver se não achava meu nome logo em baixo rsrsr). Sempre fui curiosa para fazer isso, mas não sabia nem para onde ia, porque lá no mato onde eu cresci é coisa de doido dormir na floresta sem razão.

Enfim, depois de pagar o que se faz? “Ache um aliado e serás feliz”. Foi isso que fiz, consegui trazer uma aliada de Pittsburgh para sair carregando uma mochila comigo por aí (parceria forte hein!)

lidi_laís

Nossa mochilada foi na Forbes Forest (Pennsylvania) numa área específica chamada Quebec Wild Run.

forbes_forest2

A caminhada foi relativamente fácil para quem estava preparada para uma maratona (SQN). No total éramos um grupo de oito meninas, contando com a nossa líder super mega expert em backpacking que nos ensinou dicas incríveis. A nossa viagem por inteiro foi baseada nos principios de leave no trace, ou seja com o mínimo possível de impacto na natureza. Literalmente, leave no trace significa não deixe rastros. O que é isso? É você curtir uma a natureza, acampar, praticar atividades, mas ser consciente de que a sua presença e tudo que você traz com você pode impactar aquela área. A ideia básica é: faça de tudo para deixar do jeitinho que você encontrou, como se não estivesse nem passado por ali. Leve todas as porcarias que você trouxe de volta com você, para alguns isso inclui até o próprio cocô (não fiquem com nojinho, continuem lendo).

Para você que gosta de ser bem informado aqui estão os sete príncipios do leave no trace que todo mochileiro precisa saber (na verdade é todo mundo que precisa saber e praticar!)

Planejamento e preparação – Faça questão de saber as regras da área com antecedencia, reembale sua comida para evitar a produção de lixo desnecessário, viaje em grupos pequenos.

Viaje e acampe em superficies adequadas – Não invente de fazer sua própria trilha, siga aquela já existente. Se já existem lugares designados para camping, use-os. Caminhe em fila indiana seguindo a trilha mesmo em trechos lamacentos ou difíceis.

Elimine os resíduos corretamente – Emabale todo o lixo, resto de comida e de qualquer outra coisa que não seja natural daquele ambiente e leve de volta com você. Nem pense em fazer cocô perto da água (60 metros de distância), faça um buraquinho cat hole de 15 a 20 cm e depois do serviço, tape de volta.

Deixe tudo como encontrou – Não traga lembrancinhas. Veja artefatos históricos e outras estruturas com os olhos e não com as mãos.

Minimize os impactos de fogueiras – Idealmente ultilize um fogãozinho a gás para cozinhar e lanternas para iluminar a área. Mantenha a fogueira pequena e só utilize galhos do chão e que possam ser quebrados com as mãos. Não esqueça de apagar a fogueira completamente e espalhar a cinzas frias.

Respeite a vida selvagem – Super básico. Mantenha distância e nunca nunca alimente-os. Utilize bear hangers ou outras estratégias para não atrair animais para a sua área de camping.

Seja discreto e não perturbe os outros visitantes – Divida a trilha, dê espaço não acampando muito próximo de outros visitantes e principalmente, deixe os sons da natureza prevalecerem.

camping

Para você que acha que isso que isso é extremismo, depois de olhar as minhas fotos me diz se você não gostaria de estar num ambiente desse, vazio de artificialidade e cheio de natureza. Não encontrei uma casca de fruta, um papel de menta. Tudo era natural, tudo era natureza. Sem rastros nenhum dos tantos outros que já passaram por ali. Rastros são distrações que nos fazem perder a visão do encanto. A beleza de visitar um lugar como esse está em não ver mais nada além, não pensar nada além, traduzo isso como comtemplação.

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De boa. Contemplo e me Completo.

forbes_forest

3, 2, 1 para preparando um jantar no mato.

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Dinner prep.
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Fogão portátil a espera da panela.
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Sem fogueira e protegendo o solo de resíduos.
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Isso foi para cima de um macarrão depois. Ah, fizemos 3 boas refeições lá!

3, 2, 1 para mulheres bonitas passando na sua tela.

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Mochileiras 🙂

Nosso passeio foi de apenas uma pernoite, mas, pensa numa mochilada no mato que rendeu muito. O que aprendemos? Já sei desde como arrumar a mochila, ajustar, carregar, fazer comida, armar o camping (talvez mais ou menos) até como escovar os dentes no mato com o mínimo de impacto possível. Já quer sair mochilando pelo mundo comigo? Comenta esse post que estou aceitando currículos (hahaha).

E o meu caso com o mato? É encantamento, fuga dos rastros e distrações.

Nota: Não, não me senti nenhum pouco insegura ou preocupada por estar mochilando com um grupo só de mulheres. Em um mundo ideal é assim que deveríamos nos sentir indo para qualquer lugar mas… [inserir textão revoltado aqui].

Bom final de semana povo!

Dobradinha – Cataratas do Niágara e Presque Isle Park.

Quando você decide que dissertação de mestrado nenhuma vai te prender em casa no feriado prolongado, você arruma a mochila e vai!

Para onde?

Vai para casa dos Outros, faz planos com os Outros, dorme no sofá dos Outros, come a comida dos Outros, vai para a casa dos amigos dos Outros e viaja com os Outros. Por que? Porque os Outros são Amigos. Dá um close na carinha deles aí e grava bem porque se um dia precisar deles… pois é… vai ter que disputar comigo (rsrs).

Lion e Laís_
Não são fofinhos?

Ah sim, o feriado prolongado. Para uma viagem perfeita acompanhe passo a passo o nascimento de um plano e sua execução:

Uma semana antes…

Sexta: Pinta a possibilidade de uma carona para Pittsburgh para um dia antes da sexta-feira santa (Sinal Divino!)

Sábado (manhã): Carona confirmada.

Sábado (noite): Com menos de uma troca de mensagens, o sofá está garantido. Já sou avisada que a estadia vem com bônus, jantar bacalhau na casa da amiga dos amigos na sexta. Tô dentro!

Domingo (noite): Recebo uma feliz mensagem  dos Outros que prefiro chamar de Amigos “Ei, queremos fazer alguma coisa no feriado. Então decidimos que nós três vamos para Erie – Pennsylvania”. A príncipio seria um bate e volta mas…

Segunda: Uma alma generosa patrocína um hotel para a gente passar a noite. (Milagre de Páscoa antecipado!)

Terça: Nada de importante aconteceu nesse dia. A terça trocou de lugar com a segunda e foi bem chatinha.

Quarta: Com tudo confirmado, é hora de dar um google e ver o que tem em Erie. Pesquisei o básico do básico porque sou básica. E na real mesmo, para passeio curto tem que passar um filtro e se apegar apenas em duas opções (que é o que dá para fazer) e seguir duas importantíssimas exigências: Divertido e barato (se possível de graça).

Falei de duas opções mas como não sigo minhas próprias regras e sou uma viajante folgada só me apeguei a uma mesmo, visitar o Presque Isle State Park. Praia na Pennsylvania? Tenho que ver isso!

Quarta: Outra mensagem feliz “Vamos levar bikes para explorar o parque…”(Tem como ficar melhor?). Ei, mas peraí, não dá para eu levar minha bicicletinha comigo. Bom, um dos Outros que prefiro chamar de Lion (internal joke, sorry) disse que daria um jeito e deu J. Isso envolveu a compra de um car rack, para pendurar as três biciletas – uma emprestada-.

Quinta: Arruma a mochila, vai para aula, trabalho, aula de novo e finalmente estrada. Estamos a caminho de Pittsburgh!

Sexta: Feriadooooo! Bacalhau e mudança de planos.

É onde tem comida boa que surgem as melhores ideias. Entre um bolinho de bacalhau e outro, a ideia é lançada “Erie é meio caminho para as cataratas do Niágara…”. Pronto, a ideia foi disseminada e com potencial para aceitação. O grupo fica pensativo… Será? É? Não é?

Sábado: Tudo pronto. Pegamos a estrada rumo a Erie só que… Cataratas do Niágara first! Ficamos tentados a dar uma esticada e ficar em Erie na volta, a tentação foi muita e o martelo foi batido pela “líder” (porque todo grupo tem um líder lol) e nessas horas as decisões ficam mais fáceis. Fomos até o Niagara Falls.

Sobre as Catarátas do Niágara…

Fica no estado de New York (sim, saímos do estado!) na fronteira com Ontário – Canadá. Passamos pela cidade de Buffalo e já da estrada podíamos ver o que tinha do outro lado, o Canadá. Tipo, se eu nadasse, atravessava nadando (rsrsr). Depois de 3h e meia finalmente chegamos na City of Niagara Falls onde fica o Niagara Falls State Park. O parque estava lotado, mas isso não nos incomodou nenhum pouco (somos brasileiros e gostamos é da bagaceira hahah). O que queríamos era apenas visitar e apreciar a vista, fizemos isso e ficamos satisfeitos com a experiência (acho que posso falar por todos, se não, peço que os Outros comentem aí lol).

3, 2, 1 para a enxurrada de fotos (Já, já volto para o texto)

niagaras_view
Estou procurando meu fôlego até agora.

 

barco1
Já andei muito de barco na Amazônia, dispensei esse aí!
blacandwhite
Preto e Branco minha paixão.
outrolado
O Canadá ali do outro lado. Logo ali.
lidi_cataratas
Pensando se é melhor pular de flexa ou de barriga. Conseguirei chegar do outro lado?

Obs.: A entrada foi 0800 e você tem a opção de pagar $10 por um passe pra estacionar por 24h ou optar por um estacionamento regular se você está planejando passar menos horas.

Depois das Cataratas, seguimos viagem de volta para mais perto do nosso próximo destino do dia seguinte, Erie. Passamos a noite num hotel para recarregar as energias e se preparar para explorar o Presque Isle State Park.

Domingo: Pernas para quê te quero?

O parque é uma ilha (a ilha inteira mesmo) mas que possuí um único acesso via estrada. Quando chegamos parecia que o tempo estava tentando sabotar nosso passeio e tinha previsão de chuva, mas lá dentro de mim eu via Sol.

A infra estrutura do parque é muito boa e permite vários tipos de atividades. A nossa escolha foi fazer o giro no parque pedalando, com paradas para apreciar as paisagens e claro conhecer uma das praias (tem mais de 10).

Pedalamos um pouco mais de 10km até nossas pernas ficarem bambas. Passeio encerrado e o que vem? Chuva! Pegamos aquele sol bonito que fez por algumas horas, guardamos e trouxemos para casa conosco para tentar fazer brilhar a nossa segunda-feira.

Obs.: Não entramos na água porque apesar de o dia estar bom, ainda não é verão meu povo. A água estava friaaaa e o vento também.

3, 2, 1 para mais fotos (curtam, porque não tem mais texto depois dessas)

IMG_2803
Passeio de bicicleta bem relax.
praia-passarela
Caminho
jump2
Acabou o inverno e isso é o mais perto que vamos chegar de praia por aqui. (foto bem autêntica essa, garanto que você nunca viu por aí)
Bikes
As bicicletas estão assistindo hein…
friends
Não, não pedalamos na areia. Pura pose para foto.
lidi-beach
Sério que o final de semana acabou?

Boa segunda e boa semana!

 

Agradecimentos

Koala Bear @taechan87 – pela carona e hotel (Você é meu sponsor preferido!Lol)

Vus –  pela bicicleta emprestada.

Chefe Queila – pelo jantar de páscoa e por plantar a ideia das Catarátas do Niágara.

Lion @lion.explorer & Kangaroo – por fazerem parte desse post.