2 dias em Toronto

Pára tudo que dessa vez eu atravessei a fronteira e fui para o Canadá!!! Tá um negócio internacional esse blog hein. Muitos dirão “Nossa Lidi, você viaja muito… deve ter muito dinheiro…” Não, meus caros amigos, o que de fato tenho é cara de pau, cara de pau para fazer da viagem dos outros a minha também. Enquanto houver espaço vazio no banco de trás de alguém lá estarei (fica aqui o apelo para convites haha). Dessa vez os zamigos estavam indo para Toronto e eu ali em Mongantown dando sopa,  conversa vai e quando conversa vem já tô junto e trio Toronto está formado.

E lá fomos nós estrada à fora. De Pittsburgh, de onde saímos, são algumas boas 6h. Mas daí tem a paradinha básica na fronteira que pode demorar ou não. Para essa viagem eu tinha uma preocupação, ter problemas na saída/reentrada nos EUA. Não me sentia segura mesmo lendo tudo que me assegurava que não teria problemas apresentando meu passaporte e green card (a gente nunca sabe né… melhor não comentar). Mas o que a gente faz nessa hora? Coloca um sorriso no rosto e vai. Essa foi minha primeira vez testando o tal do green card (para quem não sabe é um cartão de residente permanente dos EUA, como se fosse um visto permanente mesmo).

A tensão logo se foi quando passamos para  o lado de lá sem nenhum problema e avistamos aquela bandeirinha do Canadá acenando para a gente. Estávamos prontos para o fds! Exceto que durante a viagem meu olho ficou bichado por causa da lente e sabe o quê? Essa  “viajante experiente” esqueceu os óculos em casa. Passei o final de semana apenas com um lado da lente no olho e o outro lado irritado e cego. Mas a gente tá é no Canadá!! Vai achar ruim? Não, vai só com um olho mesmo  (rsrsrs). Vejam lá nas fotos depois que só apareço com óculos escuros na cara, não é estilo não meu povo; é pira no olho mesmo haha.

Com muita dor no olho fiz alguns registros. As duas fotos seguintes foram conseguidas graças a uma amiga generosa que nos cedeu o apartamento dela no 50 e alguma coisa andar com essa vista maravilhosa de Toronto.

Sunset
Não posso com esse pôr do sol…
brecha 2
Fim de tarde em Toronto e as luzes se acendem

Vamos agora às andanças!

CN Tower – É uma dos principais pontos turísticos de Toronto. Pagamos 35$ para ir até o topo, a vista é incrível. Se você não tiver satisfeito com isso ainda pode ir ao topo do topo (pagando mais é claro, não obrigada). Uma coisa, é bom já ir sabendo que o lugar é muito lotado (por isso não consegui nenhuma foto legal lá de cima rsrsr).

Curiosidade: A torre foi construída em 1976 e naquela época foi considerada uma das torres mais altas do mundo.

CN Tower.jpg
Andando pelo centro de Toronto, uma vista da CN tower.

Para quem não sabe que fique aqui claro, amo mercados!! Toda aquela gente, comida por todos os lados, o melhor lugar para se sentir integrado numa cidade. O Lion (conhecido como Daniel rsrs) colocou no nosso roteiro o St. Lawrence Market. E foi lá que descobrimos esse lugar aí da foto, um cantinho de onde saem todos os tipos de crepes. Uma boa opção para quem é glutén free, lactose free (como e menina aí da foto rsrs). Foi lá que comemos o melhor crepe de chocolate com frutas vermelhas da vida (talvez fosse a fome, a tpm, a empolgação, talvez fosse realmente divino, o fato é que nunca me esquecerei daquele crepe).

Dica: Não esqueça seu cartão, lembre-se que no Canadá o dinheiro é dólar canadense. Alguns lugares vão aceitar dólar americano numa boa e te dar de troco dólar canadense mas outros não.

Dairy free crepes
A espera

Sim, ainda tivemos tempo de dar uma passadinha na praia, a Woodbine beach. É uma praia super popular, onde você encontra Toronto inteira bem representada. A população de Toronto é muuuito diversa e o que é legal é que todo mundo parece ser bem integrado (amei muito isso!). A praia parece ser um dos pontos de encontro comum para todo esse povo. Como não sou muito garota da onda, achei um cantinho para sentar e assisti, assisti o povo jogando vôlei, futebol, nadando, as famílias se divertindo, a galera fitness malhando no calçadão, todo mundo aproveitando o verão à sua maneira.

Curiosidade: Quase metade da população de Toronto é feita de imigrantes.

Beach

No domingo antes de voltarmos para casa visitamos o Kensington market, que apesar do nome é um bairro.  Achamos uma rua maravilhosa por lá cheia de cafés hipsters, comidinhas bacanas, artesanato e becos grafitados. Precisa dizer que as garotas da foto se acharam as donas do beco? A gente não pode ver uma parede legal que já quer virar largatixa mesmo.

Curiosidade: No verão, no último domingo de cada mês acontece uma feirinha na Augusta avenue  com muita arte e coisas fofinhas. Nós infelizmente chegamos cedo demais no domingo e não deu tempo para esperar por isso 😦

cool wall
Era para ser pose de blogueira mas vamos dizer que gangueira é mais adequado.
cool wall 2
Se for para ter amigas e não sair combinadinhas corta que nem quero :p
cool car
E perto do beco tinha uma carro…Tinha uma menina sentada no carro.

Terminando esse post com a prova viva de que pisamos em Toronto. Quem não gosta dessas letras gigantes que viraram modinha ao redor do mundo?

Toronto

Até a próxima meu povo!

P.S: Escrevendo sobre o Canadá mas vivendo vivendo novas aventuras em Oregon.

Agradecimentos
Daniel-Lion Alexander – além de dirigir, aguentar duas perturbadas no carro ainda bolou o itinerário (contratem!)
Cris – nos cedeu mais que um teto para ficar, nos surpreendeu com a melhor vista de Toronto. Da próxima vez vamos sincronizar nossas agenda e te ver!

 

 

Mochilando na Pennsylvania

“Mas porquê a Lidi saiu do meio do mato para ir para os Estados Unidos ficar no meio do mato?” Consigo ver meu pai falando isso.

Gosto do urbano, de ver pessoas, culturas coexistindo, interações, mas o que mais me interessa é o equilíbrio (isso não é uma viagem na maionese). O equilíbrio de ter os dois, enxergar e admirar diferentes belezas. Deixar ser, sentir o ambiente que me rodeia e experimentar os diferentes gostos que ele me dá.

Semana passada me deixei ser e fui. Fui para a minha primeira mochilada (acabei de inventar essa palavra, backpacking talvez soe mais legal). Me inscrevi para uma backpacking trip oferecida pela universidade. O anúncio dizia que era uma backpack trip  destinada somente para mulheres, friendly para iniciantes e com equipamentos, comida, transporte para o lugar da saída inclusos (uma merreca de $30 pila, li até o final para ver se não achava meu nome logo em baixo rsrsr). Sempre fui curiosa para fazer isso, mas não sabia nem para onde ia, porque lá no mato onde eu cresci é coisa de doido dormir na floresta sem razão.

Enfim, depois de pagar o que se faz? “Ache um aliado e serás feliz”. Foi isso que fiz, consegui trazer uma aliada de Pittsburgh para sair carregando uma mochila comigo por aí (parceria forte hein!)

lidi_laís

Nossa mochilada foi na Forbes Forest (Pennsylvania) numa área específica chamada Quebec Wild Run.

forbes_forest2

A caminhada foi relativamente fácil para quem estava preparada para uma maratona (SQN). No total éramos um grupo de oito meninas, contando com a nossa líder super mega expert em backpacking que nos ensinou dicas incríveis. A nossa viagem por inteiro foi baseada nos principios de leave no trace, ou seja com o mínimo possível de impacto na natureza. Literalmente, leave no trace significa não deixe rastros. O que é isso? É você curtir uma a natureza, acampar, praticar atividades, mas ser consciente de que a sua presença e tudo que você traz com você pode impactar aquela área. A ideia básica é: faça de tudo para deixar do jeitinho que você encontrou, como se não estivesse nem passado por ali. Leve todas as porcarias que você trouxe de volta com você, para alguns isso inclui até o próprio cocô (não fiquem com nojinho, continuem lendo).

Para você que gosta de ser bem informado aqui estão os sete príncipios do leave no trace que todo mochileiro precisa saber (na verdade é todo mundo que precisa saber e praticar!)

Planejamento e preparação – Faça questão de saber as regras da área com antecedencia, reembale sua comida para evitar a produção de lixo desnecessário, viaje em grupos pequenos.

Viaje e acampe em superficies adequadas – Não invente de fazer sua própria trilha, siga aquela já existente. Se já existem lugares designados para camping, use-os. Caminhe em fila indiana seguindo a trilha mesmo em trechos lamacentos ou difíceis.

Elimine os resíduos corretamente – Emabale todo o lixo, resto de comida e de qualquer outra coisa que não seja natural daquele ambiente e leve de volta com você. Nem pense em fazer cocô perto da água (60 metros de distância), faça um buraquinho cat hole de 15 a 20 cm e depois do serviço, tape de volta.

Deixe tudo como encontrou – Não traga lembrancinhas. Veja artefatos históricos e outras estruturas com os olhos e não com as mãos.

Minimize os impactos de fogueiras – Idealmente ultilize um fogãozinho a gás para cozinhar e lanternas para iluminar a área. Mantenha a fogueira pequena e só utilize galhos do chão e que possam ser quebrados com as mãos. Não esqueça de apagar a fogueira completamente e espalhar a cinzas frias.

Respeite a vida selvagem – Super básico. Mantenha distância e nunca nunca alimente-os. Utilize bear hangers ou outras estratégias para não atrair animais para a sua área de camping.

Seja discreto e não perturbe os outros visitantes – Divida a trilha, dê espaço não acampando muito próximo de outros visitantes e principalmente, deixe os sons da natureza prevalecerem.

camping

Para você que acha que isso que isso é extremismo, depois de olhar as minhas fotos me diz se você não gostaria de estar num ambiente desse, vazio de artificialidade e cheio de natureza. Não encontrei uma casca de fruta, um papel de menta. Tudo era natural, tudo era natureza. Sem rastros nenhum dos tantos outros que já passaram por ali. Rastros são distrações que nos fazem perder a visão do encanto. A beleza de visitar um lugar como esse está em não ver mais nada além, não pensar nada além, traduzo isso como comtemplação.

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De boa. Contemplo e me Completo.

forbes_forest

3, 2, 1 para preparando um jantar no mato.

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Dinner prep.
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Fogão portátil a espera da panela.
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Sem fogueira e protegendo o solo de resíduos.
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Isso foi para cima de um macarrão depois. Ah, fizemos 3 boas refeições lá!

3, 2, 1 para mulheres bonitas passando na sua tela.

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Mochileiras 🙂

Nosso passeio foi de apenas uma pernoite, mas, pensa numa mochilada no mato que rendeu muito. O que aprendemos? Já sei desde como arrumar a mochila, ajustar, carregar, fazer comida, armar o camping (talvez mais ou menos) até como escovar os dentes no mato com o mínimo de impacto possível. Já quer sair mochilando pelo mundo comigo? Comenta esse post que estou aceitando currículos (hahaha).

E o meu caso com o mato? É encantamento, fuga dos rastros e distrações.

Nota: Não, não me senti nenhum pouco insegura ou preocupada por estar mochilando com um grupo só de mulheres. Em um mundo ideal é assim que deveríamos nos sentir indo para qualquer lugar mas… [inserir textão revoltado aqui].

Bom final de semana povo!

Dobradinha – Cataratas do Niágara e Presque Isle Park.

Quando você decide que dissertação de mestrado nenhuma vai te prender em casa no feriado prolongado, você arruma a mochila e vai!

Para onde?

Vai para casa dos Outros, faz planos com os Outros, dorme no sofá dos Outros, come a comida dos Outros, vai para a casa dos amigos dos Outros e viaja com os Outros. Por que? Porque os Outros são Amigos. Dá um close na carinha deles aí e grava bem porque se um dia precisar deles… pois é… vai ter que disputar comigo (rsrs).

Lion e Laís_
Não são fofinhos?

Ah sim, o feriado prolongado. Para uma viagem perfeita acompanhe passo a passo o nascimento de um plano e sua execução:

Uma semana antes…

Sexta: Pinta a possibilidade de uma carona para Pittsburgh para um dia antes da sexta-feira santa (Sinal Divino!)

Sábado (manhã): Carona confirmada.

Sábado (noite): Com menos de uma troca de mensagens, o sofá está garantido. Já sou avisada que a estadia vem com bônus, jantar bacalhau na casa da amiga dos amigos na sexta. Tô dentro!

Domingo (noite): Recebo uma feliz mensagem  dos Outros que prefiro chamar de Amigos “Ei, queremos fazer alguma coisa no feriado. Então decidimos que nós três vamos para Erie – Pennsylvania”. A príncipio seria um bate e volta mas…

Segunda: Uma alma generosa patrocína um hotel para a gente passar a noite. (Milagre de Páscoa antecipado!)

Terça: Nada de importante aconteceu nesse dia. A terça trocou de lugar com a segunda e foi bem chatinha.

Quarta: Com tudo confirmado, é hora de dar um google e ver o que tem em Erie. Pesquisei o básico do básico porque sou básica. E na real mesmo, para passeio curto tem que passar um filtro e se apegar apenas em duas opções (que é o que dá para fazer) e seguir duas importantíssimas exigências: Divertido e barato (se possível de graça).

Falei de duas opções mas como não sigo minhas próprias regras e sou uma viajante folgada só me apeguei a uma mesmo, visitar o Presque Isle State Park. Praia na Pennsylvania? Tenho que ver isso!

Quarta: Outra mensagem feliz “Vamos levar bikes para explorar o parque…”(Tem como ficar melhor?). Ei, mas peraí, não dá para eu levar minha bicicletinha comigo. Bom, um dos Outros que prefiro chamar de Lion (internal joke, sorry) disse que daria um jeito e deu J. Isso envolveu a compra de um car rack, para pendurar as três biciletas – uma emprestada-.

Quinta: Arruma a mochila, vai para aula, trabalho, aula de novo e finalmente estrada. Estamos a caminho de Pittsburgh!

Sexta: Feriadooooo! Bacalhau e mudança de planos.

É onde tem comida boa que surgem as melhores ideias. Entre um bolinho de bacalhau e outro, a ideia é lançada “Erie é meio caminho para as cataratas do Niágara…”. Pronto, a ideia foi disseminada e com potencial para aceitação. O grupo fica pensativo… Será? É? Não é?

Sábado: Tudo pronto. Pegamos a estrada rumo a Erie só que… Cataratas do Niágara first! Ficamos tentados a dar uma esticada e ficar em Erie na volta, a tentação foi muita e o martelo foi batido pela “líder” (porque todo grupo tem um líder lol) e nessas horas as decisões ficam mais fáceis. Fomos até o Niagara Falls.

Sobre as Catarátas do Niágara…

Fica no estado de New York (sim, saímos do estado!) na fronteira com Ontário – Canadá. Passamos pela cidade de Buffalo e já da estrada podíamos ver o que tinha do outro lado, o Canadá. Tipo, se eu nadasse, atravessava nadando (rsrsr). Depois de 3h e meia finalmente chegamos na City of Niagara Falls onde fica o Niagara Falls State Park. O parque estava lotado, mas isso não nos incomodou nenhum pouco (somos brasileiros e gostamos é da bagaceira hahah). O que queríamos era apenas visitar e apreciar a vista, fizemos isso e ficamos satisfeitos com a experiência (acho que posso falar por todos, se não, peço que os Outros comentem aí lol).

3, 2, 1 para a enxurrada de fotos (Já, já volto para o texto)

niagaras_view
Estou procurando meu fôlego até agora.

 

barco1
Já andei muito de barco na Amazônia, dispensei esse aí!
blacandwhite
Preto e Branco minha paixão.
outrolado
O Canadá ali do outro lado. Logo ali.
lidi_cataratas
Pensando se é melhor pular de flexa ou de barriga. Conseguirei chegar do outro lado?

Obs.: A entrada foi 0800 e você tem a opção de pagar $10 por um passe pra estacionar por 24h ou optar por um estacionamento regular se você está planejando passar menos horas.

Depois das Cataratas, seguimos viagem de volta para mais perto do nosso próximo destino do dia seguinte, Erie. Passamos a noite num hotel para recarregar as energias e se preparar para explorar o Presque Isle State Park.

Domingo: Pernas para quê te quero?

O parque é uma ilha (a ilha inteira mesmo) mas que possuí um único acesso via estrada. Quando chegamos parecia que o tempo estava tentando sabotar nosso passeio e tinha previsão de chuva, mas lá dentro de mim eu via Sol.

A infra estrutura do parque é muito boa e permite vários tipos de atividades. A nossa escolha foi fazer o giro no parque pedalando, com paradas para apreciar as paisagens e claro conhecer uma das praias (tem mais de 10).

Pedalamos um pouco mais de 10km até nossas pernas ficarem bambas. Passeio encerrado e o que vem? Chuva! Pegamos aquele sol bonito que fez por algumas horas, guardamos e trouxemos para casa conosco para tentar fazer brilhar a nossa segunda-feira.

Obs.: Não entramos na água porque apesar de o dia estar bom, ainda não é verão meu povo. A água estava friaaaa e o vento também.

3, 2, 1 para mais fotos (curtam, porque não tem mais texto depois dessas)

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Passeio de bicicleta bem relax.
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Caminho
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Acabou o inverno e isso é o mais perto que vamos chegar de praia por aqui. (foto bem autêntica essa, garanto que você nunca viu por aí)
Bikes
As bicicletas estão assistindo hein…
friends
Não, não pedalamos na areia. Pura pose para foto.
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Sério que o final de semana acabou?

Boa segunda e boa semana!

 

Agradecimentos

Koala Bear @taechan87 – pela carona e hotel (Você é meu sponsor preferido!Lol)

Vus –  pela bicicleta emprestada.

Chefe Queila – pelo jantar de páscoa e por plantar a ideia das Catarátas do Niágara.

Lion @lion.explorer & Kangaroo – por fazerem parte desse post.

 

Alegria de estudante é…

Uma vez no ano ir para uma conferência numa cidade legal com as despesas -quase todas- pagas (Viva!).

Por que afinal de contas é para isso que a gente estuda o ano inteiro (rsrsr). Tem muita gente que diz que vida de estudante é fácil. Só falo uma coisa, estudar é tipo um trabalho – só que sem a parte do dinheiro – e estudar em outra língua é trabalho em dobro e é por isso que eu tenho que encontar a felicidade no que aparece. Qualquer oportunidade para cair fora… Me convida? Nem que eu tenha analisar dados, escrever um abstract, preparar power point, morrer de ansiedade porque tenho que falar de pesquisa na frente de uns badass professors, assistir dois dias de palestras para no final ter uma tardezinha livre para explorar o mundo… Tô dentro!

Para onde eu fui? Sabem Nova York? Aquele lugar onde todo mundo quer pisar. Pois é, não fui para lá (heheh). Fui para Annapolis, que não é em Goiás – Brasil, mas em Maryland. Nunca ouviu falar né? Nada melhor do que um mapa para resolver o problema de quem não sabe onde fica e de quem não sabe dar localização :D. Viu? Saí de Morgantown-WV e fui ali para o vizinho Maryland, quase 4 horas de carro.

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3 coisas que você precisa saber sobre Annapolis & Maryland.

  1. O estado de Maryland é conhecido pela abundancia em frutos do mar especialmente carangueijo (comi bem gente).
  2. A cidade de Annapolis já foi a capital dos Estados Unidos (1783-1784).
  3. Annapolis é o lar da Academia Naval do Estados Unidos (nunca vi tanta gente de uniforme na vida).

Os prédios históricos no estilo colonial deixam a cidade muito charmosa. Muitas opções de restaurantes, bares e lojinhas. Ah, Annapolis tem uma vibe bem artística também (não capturada em imagens… fica na imaginação).

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Randall House foi a primeira casa moderna de Annapolis. Construída em 1803.
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Uma das casas da Prince George St. (Centro histórico)

Com o pouco tempo que tive visitei uns quarto lugares para refeições. Meu lugar preferido foi o restaurante Level , ambiente agradável e comida deliciosa (não é um lugar que um estudante típico comeria mas… ostentei lol). Vou avisando que são pratos pequenos e que mesmo se não for com fome vai precisar de dois. Tive duas reifeições maravilhosas que faziam parte da conferência (free!) no hotel. O evento todo foi no hotel Lowes onde todos estavam hospedados (não foi nada mal hein).

Qualquer brecha que tinha ia bater perna. Na brecha maior que arranjei numa tarde visitei a casa desse  William Paca que foi um dos caras que assinou a declaração da independência dos Estados Unidos. Paguei 10$ pelo tour e achei bacana saber da história casa e desse cara. A arquitetura da casa é bem interessante, toda simétrica. Minha parte preferida foi o jardim da casa no estilo inglês (chique bem!). Estamos no começo da primavera aqui, o jardim estava começando  a se recuperar do inverno e florir, mas ainda com muito verde e poucas flores :(.

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Entrada do jardim
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Summerhouse no fundo do jardim. O prédio que aparece atrás e a Academia Naval dos EUA. O jardim é enorme e tem mais tanto do lado direito como do esquerdo.
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Espelho d’agua.

2 lugares que não visitei – por que levo minha vida acadêmica muito a sério – mas que acho que vale a pena: State House e a Naval Academy.

A foto em destaque nesse post é do porto da cidade, um lugar super tranquilo onde bate um vento bem forte que traz paz para o coração. É sem dúvida o cartão postal de Annapolis. Como terminei meu passeio relâmpago ? Bem, o começo da tarde estava bem bonito com um sol e clima perfeito então tinha planejado um sorvete para o final. O tempo virou, o céu azul ficou cinza e a temperatura caiu e euzinha sem nenhum casaco…. Mas ninguém me tiraria da cabeça que aquela tarde terminaria com sorvete. E assim foi.

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Eu tirando a maior onda de verão, morrendo de frio por dentro.

Até a próxima meu povo!

“Colecione momentos…”

Spring Break em Pittsburgh

Semana passada foi spring break aqui… Ah, antes de começar, contexto. Moro  em Morgantown – West Virginia (provavelmente você nunca ouviu falar) há pouco menos de 2 anos. É uma cidade pequena e pacata, cheia de morros e ladeiras. Nela, tudo gira em torno da universidade e é por causa disso que estou aqui. Faço mestrado em Recreation, Parks & Tourism (lembra da série parks & rec? pois é) Contexto dado, seguimos a história.

Spring break! Sim, semana passada tive uma semana de folga das aulas e me joguei no mundo (mentira!). Eles chamam de spring break o que na verdade é um winter break. Estava – e ainda está – frio para cacildasss. Não, eu não tenho grana para bancar um spring break em Cancun, na Flórida, ou qualquer canto quente desse mundo. Fiquei aqui, olhando a neve cair do lado de fora, reabastecendo minha xícara de café de hora em hora e escrevendo minha dissertação entre um filme e outro (e foram 10, mas falo deles depois). Curti! Mas como nem só de filme e neve se vive, tratei de arranjar o que fazer no final de semana.

Siga passo a passo e aprenda como fazer um programa de “pobre” de estudante no exterior:

  1. Faça amigos que morem por toda parte do país, principalmente nas cidades mais legais próximas de onde você está (porque mesmo com neve e pouco dinheiro você consegue chegar lá).
  2. Ligue para seu amigo na noite anterior dizendo que precisa de um lugar para ficar (se não der certo com um, continue tentando com outros).
  3. Se não rolar uma passagem de ônibus barata em cima da hora, use os pontos acumulados que você juntou alugando carros desde que chegou e não tenha medo de usá-los para alugar um outro. (Lembre-se: é caso de urgência! Você não quer passar o spring break inteiro em casa!)
  4. Passe todos os dias da semana do spring break comendo em casa para economizar e ir restaurantes legais que você gosta ou ainda não conhece no lugar em que está indo.
  5. Encare a aventura e se livre de toda mania de grandeza, liberte seu espírito para fazer novas descobertas e se encantar como o novo. Mesmo que você já conheça a cidade, procure por opções diferentes e acessíveis.

Bom, no meu caso segui todos os passos acima e fui para a cidade vizinha onde tenho amigos (e obrigada Senhor por esses amigos!) em Pittsburgh na Pennsylvania. Jantei com amigos na sexta, passei a noite na casa de outra amiga (com café da manhã incluído rsrs) e depois de muita conversa boa (Sim, eu saio lá de onde eu estou para jogar conversa fora porque melhor do que passeios são boas amizades) fomos para o The Frick Art Museum. Já tinha passado várias vezes por esse lugar mas não conhecia de fato. Se trata de um casarão histórico que pertenceu a uma família riquíssima e importante da cidade no século XIX. Não só a mansão pertenceu a essa família como toda a coleção de arte que está nela. Muitas pinturas européias do período renascentista e barroco.

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Optamos pelo free tour (porque o tour pago não estava mais disponível – mas era bem em conta-). Eu gostei muito, o senhorzinho que nos recebeu nos deu muita informação boa que amei saber. Coisas que me trouxeram pequenas alegrias visitando esse lugar foram:

  1. Conhecer o trabalho de um fotógrafo brasileiro, Vik Muniz, que foi convidado pelo museu nos anos 2000 para fazer uma série fotos do casarão. Trabalho incrível! (Conheça o trabalho dele aqui)
  2. Visitar à Green House que é anexa ao museu me encheu de paz. Todas aquelas plantas tão vivas embaixo daquele teto transparente que ainda carregava a neve da noite anterior. greenhouse2
  3. Sair da Green House e ver o céu azul contrastando com a neve que cobria a arquitetura charmosa do Café onde é servido brunch nos finais de semana. céu&neve

Para terminar, fomos à um Café Gluten Free Goat e tivemos um brunch vegano ma-ra-vi-lho-so (estava com fome e esqueci de tirar foto).

Tivemos que antecipar nossa volta para casa umas 4h porque, como uma das minhas qualidades não é exatamente o planejamento, eu esqueci que tínhamos a festa de uma amiga para comparecer.

Cheers to my first post!

Agradecimentos: Pittsburgh friends & Koala bear.

Por onde passei: The Frick PittsburghGluten Free Goat Bakery.