Mochileira de primeira viagem

Olá amigos e pessoas leitoras!

Esse post é para você que tem vontades que vem do nada, vontade de colocar uma mochila na costa e sair explorando esse mundo vasto mundo de Raimundo. Hoje, depois de muito tempo (desculpa a demora, gente), estou aqui para te lembrar que para tudo na vida existe uma primeira vez (nada clichê, juro). Então, deixa eu te contar o que fiz semana passada…

Eu e um grupo de amigos resolvemos colocar umas coisas na mochila e explorar Dolly Sods por uns dias. Dolly Sods é uma área isolada de floresta que fica aqui no meu estado mesmo – West Virginia. Sim, a ideia foi minha e surgiu alguns meses atrás e parece que a ideia encontrou um grupo de inexperientes que resolveu encarar e fazer a viagem acontecer. Não tínhamos ideia do que estávamos fazendo mas é para isso que existe google na vida. O google nos ajudou a planejar e abaixo segue os relatos de uma mochileira de primeira viagem. Lembrando que não estou aqui para dar super dicas de viajante, se você está procurando por isso volte para o google e tente outra palavra-chave na sua busca. Mas caso esteja procurando por um apoio moral para tirar sua bunda do sofá e fazer alguma coisa diferente pode continuar lendo esse texto.

(Ah, já tem um post aqui no blog sobre a outra primeira vez que mochilei. Na real, aquilo foi um bom treinamento mas dessa vez shit got real. Não tinha a galera expert da universidade para preparar a gente e dizer o que fazer. Portanto, estou considerando essa a primeira vez)

Preparativos

Depois de decidirmos a quantidade de dias que faríamos achamos um percurso que se encaixaria nesses dias. Aqui vai o percurso detalhado para quem tem interesse. Não estávamos muito certos sobre como seria a marcação da trilha e como não teríamos sinal de celular, o Micah resolveu usar um app chamado Gaia que funciona offline. Você paga $20 por um ano de uso e valeu muito a pena para a gente (testado e aprovado pelo Micah). Por sorte já tínhamos algumas coisas de acampar aqui em casa e não tivemos muitos gastos alugando ou comprando gear. Já tínhamos a tenda, saco de dormir, colchão e travesseiros infláveis, botas e roupas apropriadas para caminhar. A única coisa que alugamos foram as mochilas. Tivemos que comprar um jetboil para ferver água para fazer comida e nossos amigos compraram um mini filtro  para filtramos água dos riachos (usamos tudo de forma compartilhada). Para comida, optamos por levar barras de cereais e comidas desidratadas (tudo que você precisa é jogar água quente e está pronto). Usamos Mountain House para a comida desidratada e para minha surpresa era até bom. Eu e o Micah somos obcecados com café e é claro que tivemos café bom todos os dias. O Micah comprou os grãos, moeu e levamos com gente. Ano passado dei um minipresso próprio para acampar para o Micah de presente que foi bem usada nessa viagem (e essa foi minha contribuição para o café).

Ah, se você acha que está fora de forma é bom se preparar fisicamente antes e escolher um percurso não muito longo para iniciantes para ter certeza que vai dar conta. Lembra que você vai carregar sua casa nas costas!  No nosso caso, nenhum de nós se tocou para isso, escolhemos um dos percursos mais difíceis e preparo que é bom – nada-. Não vou dizer que não pagamos um preço por isso haha. Foram 34km de terrenos difíceis, subidas, descidas, travessias, quilômetros e mais quilômetros andando em pedreiras (o bicho pegou aqui!). O total de elevação que ganhamos na viagem inteira foi de 680 metros (minhas pernas aguentaram o tranco mais ainda reclamam até hoje rsrs).

Vamos ao que interessa!

Dia 1

Pensamos em cancelar nossa viagem um dia antes quando vimos que a previsão do tempo não iria mudar e que encontraríamos chuva no primeiro dia. Mas, a vontade de se aventurar foi mais forte e concordamos em manter os planos e sair na sexta debaixo de chuva ou sol. Fomos.

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Inocentes, mochileiros de primeira viagem.

 

Curiosidade: Dolly Sods é uma área que foi quase que completamente desmatada no século XIX. Em 1943 foi usada como área de treinamento pelo exército americano para a Segunda Guerra Mundial. E isso quer dizer que ainda existem bombas ativas no terreno e que não pode dar uma de doido e inventar a própria trilha se não vira picadinho. Finalmente, em 1975 a área foi protegida e destinada somente ao uso de recreação e lazer.   

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Para não dizerem que estou mentindo, aqui está a prova.

Aqui vão algumas fotos de quando a chuva deu uma trégua e conseguir parar e alcançar minha camera que, a propósito, foi um peso extra nas minhas costas (sofri).

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Aliviando a costa e apreciando a paisagem.
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Má-gi-co

Por sorte não caiu um toró (como diz o paraense) o dia inteiro. O primeiro dia foi o mais longo e cansativo que tivemos. Caminhamos 16 km até o acampamento, chegamos bem acabados, não conseguimos fazer fogo por causa da chuva mas o importante é que ajeitamos tudo, comemos e descansamos (alguns de nós mais do que os outros né Micah?!).

Dia 2

Com nossas forças renovadas e sabendo que caminharíamos menos até o próximo acampamento (cerca de 8km) o nosso segundo dia foi de boa. Aproveitamos bem o acampamento, tomamos café, alongamos e colocamos nossas coisas para secar (pq finalmente tínhamos sol) e começamos nossa caminhada mais tarde às 11:30.

O dia 2 foi dia de bastante pedreira mas o esforço valeu a pena e fomos presenteados com uma vista maravilhosa do Lions Head. Essa trilha definitivamente não é family friendly, a vista é maravilhosa mas se você tem medo de altura e tem as pernas curtas as fendas entre as rochas podem fazer o coração bater mais forte. Eu por exemplo, curti muito a vista mas não fui para as beiradas porque era risco desnecessário para mim e além do mais fico tonta com abismos hahah.

(As fotos que tirei não fazem justiça ao lugar pq vocês sabem… segurança primeiro)

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Nosso acampamento no segundo dia foi um paraíso, achamos um cantinho na beira de um riacho que deu até para tomar um banho, rolou uma fogueira para animar a noite e foi maravilhoso dormir com o som da água correndo no fundo.

Dia 3 (Final)

Na manhã seguinte 10km nos aguardavam e esse seria o final da nossa jornada. Esse também era o trecho que teríamos mais subidas. O  dia estava ensolarado e boa parte da nossa caminhada era à céu aberto. Começamos a caminhar às 9:15 e chegamos de volta para o ponto de onde partimos por volta de 1 e alguma coisa da tarde, alguns de nós morrendo, reclamando, miseráveis mas felizes (pelo menos por dentro eu acho haha). Vou falar por mim, estava me sentindo bem, ainda com energia e com o coração cheio de felicidade. Foi dolorido, desafiador, lindo e uma experiência única. Fisicamente falando foi a segunda coisa mais desafiadora que já fiz na vida (nada supera os 10 dias e 80 km trabalhando na checagem de trilhas para a Jungle Marathon, mas essa é uma história de sofrimento que poucos sabem e deixaremos assim). Voltando ao história que interessa, acompanhe os destaques do nosso último dia aí nas fotos.

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Primeiros raios de sol da manhã.
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Minha parte preferida do dia 3.
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Estrelando Micah, o modelo de pernas de Dolly Sods.

Moral da história desse post: Ouça a voz do seu coração ou as vozes da sua cabeça (sei lá qual é a coisa que você anda ouvindo hahah) e vá para onde essa voz lhe mandar, mas vá com cuidado, se prepare, aprecie a natureza e se divirta (e se não for para ser assim nem vá rsrs). Ah, mais uma coisa desencana dessa ideia de ficar esperando por aquela viagem fantasia para os Alpes Europeus chegar para colocar uma mochila nas costas. Esse mundo tem tantas esquinas para serem exploradas. Que tal começar pelo seu quintal? Pelo Brasil, pela Amazônia, Chapada, Mata Atlântica, seja lá o que for…. Arrange um lugar para explorar, descubra a Dora Aventureira dentro de você. Revele-se!!

Até a próxima!

(estou indo e quando voltar para o próximo post estarei mais velha, madura, sábia e tudo isso… faltam 45 min para meus 30 anos!!! ain meo deusoo!)

 

 

 

 

Dicas de Viagem para os E.U.A

Bem vindos ao primeiro post do ano!! (Era para ter sido o último post do ano mas, desculpa aí, não deu.)

Minhas últimas duas semanas do ano tem sido meio malucas, agora por exemplo, estou rascunhando esse texto enquanto atravesso o estado de Virginia a caminho de volta para casa depois de 8 dias de aventura na estrada. Muita história para contar, mas nesse post vou ser bem objetiva e deixar as histórias para depois. Mas só para vocês terem uma ideia e seu pudesse contar a história em números seria bem assim:

1 Minivan
1 americano
5 brasileiros
11 estados
5865 Km rodados
100000… momentos felizes 🙂

Conheçam os aventureiros:

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Foto tirada em West Virginia. Nosso time de 6!

Com base nessa minha experiência viajando pelos Estados Unidos com minha família por duas semanas aqui vão algumas dicas para você que está planejando umas férias para esse lado de cá. Aqui entre nós, viajar para os E.U.A pode ser por natureza complicado por conta do visto, passagem pela imigração e tudo mais… Não vou entrar nessa parte hoje (outro dia quem sabe), vamos dizer que você já está com visto e passagem em mãos e começar por lá.

  • Cartão de crédito – O tanto que você odeia usar cartão de crédito, pensar nos boletos é o tanto que você vai precisar do maldito por aqui. Você vai conseguir alugar carros e fazer reservas de hotéis com mais facilidade. Vou acrescentar aqui que o uso do cartão de crédito tem que ser muito bem planejado, tentado você vai ser beeeem a comprar coisas que não precisa. Foca na hospedagem e aluguel de carro.
  • Plano de saúde – Fiquem sabendo que ficar doente aqui é caro então não saia do Brasil sem comprar plano de saúde para a duração da estadia nos E.U.A e para cada membro do seu grupo. Imprevistos acontecem e é bom estar preparado. No meu caso, meu irmãozinho ficou bem doente assim que chegou e tivemos mesmo que usar o plano dele para levá-lo ao hospital. Dependendo do plano que escolher boa parte das despesas vão ser cobertas (nada é de graça aqui rsrs). Aqui vai o website onde compramos os planos de saúde para minha família.
  • Motorista nativo – Eu sei que isso é pedir demais mas, só coloquei isso na lista para exaltar o motorista da nossa viagem que foi fenomenal, Micah (contratem! rsrs). Falando sério, faz toda a diferença viajar com alguém que já é familiarizado com o trânsito aqui e sabe navegar bem, isso poupa muito tempo.
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Por aí na Flórida
  • Evite destinos turísticos batidos – Estados Unidos é mais do que Flórida e NY. Garanto que você fora desses lugares você vai ter uma experiência mais autêntica americana e bacana. Outra coisa, outlets no interior são menos lotados, tem as mesmas lojas famosas e o imposto é menor (você faz suas compras tranquilamente e gastando menos). Nas férias com a minha família concentramos mais tempo na Pennsylvania, West Virginia e Illinois que são lugares onde temos amigos e família (estadia garantida!).  Vejam um pouco do nosso natal em Illinois (rolou muita neve o que não teríamos visto se tivéssemos resumido as nossas férias somente a Flórida)!
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Manhã mágica do dia 25
  • Compre um chip com internet ilimitada – Google maps é uma ferramenta que vai ajudar você bastante enquanto você viaja (tem toda a informação de transportes locais que você precisa) portanto, vale a pena o investimento de $60,00 e além do mais você vai manter suas redes sociais todas atualizadas na hora que quiser sem ficar neurado em busca de WiFi. Se você tiver um chip GSM, recomendo AT&T ou T-Mobile. O T-Mobile tende ser mais em conta porém o AT&T tem uma cobertura melhor.
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Fazendo muitas memórias…
  • Sim, você pode conhecer destinos famosos – Se seu sonho é mesmo conhecer destinos famosos fique hospedado em alguma cidade vizinha e economize alguns $$. Foi isso que fizemos, dirigimos de Pittsburgh para NY city, para evitar dirigir dentro da cidade e também os preços exorbitantes de estacionamento e hospedagem ficamos Burgen-New Jersey (20 min de NY city). Economizamos cerca de $200,00 com a estadia, pegamos um shuttle de $12,00 (ida e volta) que saiu do hotel direto para a Times Square, visitamos os mercados de natal e o Bryant Park (NY city é outra com as decorações de natal). No próximo dia pegamos um ônibus de menos de $3,00 e fomos parar na Times Square de novo, dessa vez exploramos bastante a pé a 5th Avenue até o Central Park. Depois continuamos a explorar a cidade de metrô. Planejamos 2 dias da nossa viagem na Flórida já que minha família ia pegar o voo de volta em Miami e usamos a mesma estratégia lá, fugimos do vuco-vuco de Orlando e achamos um lugar só o filé (como diz meu irmãozinho) em Melbourne, 1 hora de Orlando.  Levei meu irmãozinho para o Universal Studios mas isso é assunto para outro post…. (avisem se quiserem saber mais).
  • Na estrada não tem como não comer nos famosos restaurantes de franquia (não sou fã, mas fazer o q?). Se você optar pelo McDonalds, eles tem um value menu onde a maioria das coisas é $1,00 (sai melhor do que pedir combos). Raridade é você encontrar opções saudáveis na beira da estrada, mas na Flórida me deparei com essas banquinhas fofas de frutas que me fizeram muito feliz e me lembraram do Brasil. S2
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Compre laranja e manga para o almoço nesse dia 🙂
  • Use Yelp – Quando parar nos lugares para passar mais tempo, coma bem! Use yelp para ver os melhores restaurantes da área, veja o que as outras pessoas estão falando sobre os lugares e check os preços. Fuja das franquias e coma em restaurantes locais.
  • Fique atento para o clima – Aqui o inverno está sendo rigoroso e como viajamos para cima e para baixo de carro enfrentamos todos os tipos de clima. Se informe sobre o clima para poder ter as coisas certas na mala. Para inverno, recomendo que faça as suas compras aqui em lojas de segunda mão (Goodwill, Plato’s Closet, Gabe’s etc.), compre o básico só para sobreviver mesmo e deixe para gastar só com aquilo que você quer levar de volta para o Brasil. Nessa viagem  fomos do frio intenso ao clima agradável (não rolou nada de calor segundo os paraenses hahha).
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Depois de tanta neve, no caminho de volta vimos esse céu azul da Carolina do Sul.

É isso aí meu povo! Espero que esse post tenha te ajudado ou pelo menos inspirado. Desejo a todos um 2018 de muitas viagens e alegrias!

Agradecimentos
Micah Gregory – Planejamento da viagem e co-autoria desse post! You’re the best!
Navus House – Amigos Nathan & Val por nos acolherem tão bem em Pittsburgh.
Gregory Family – Pela acolhida e natal inesquecível em Illinois.
The Bests – Pela hospitalidade e recebida na Carolina do Sul.
The Turners – Pela amizade e por fazerem tempo para tomar café com a gente em Tampa-Flórida.

Lugares para visitar em Oregon

Já era tempo. Tempo de voltar para cá para esse mundo onde guardo memórias das pequenas aventuras da vida. Quer saber da última? Então deixa eu te contar daquela vez que atravessei esse país e fui parar num dos lugares mais incríveis que já pisei, Oregon.  Vai um mapinha aí para ilustrar a jornada.

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Essa viagem foi em celebração de mais um rito de passagem, comemorar a “Liberdade” de quem passou dois anos com a cara no livro. O final do mestrado, o final de um tempo vivendo na mesma rotina, o final do meu tempo na cidade que estava vivendo desde que me mudei para essas bandas do mundo. Quem me conhece sabe que não sou muito de comemorações, mas tenho alguém do meu lado que não deixa as coisas passarem em branco, alguém que me faz enxergar minhas conquistas, alguém que me ensina que comemorar não pede por festa grande, comemorar é coisa simples e deve ser parte da vida diária. Pois é, essa viagem (talvez como todas as outras), não tenho mérito na idealização (no interesse e vontade de ir sempre tenho mérito rsrs), não participei do planejamento, apenas fechei os olhos e fui. Fui no escuro, não fiquei dando google em nada, fui tranquila, fui bem acompanhada.  O Micah -koala bear- foi meu guia. Olha o naipe  desse cara aí…

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Todos temos um model@ dentro de nós

 

 

Esse daí conhece Oregon de cabo á rabo. Acho que podemos considerar Oregon o quarto lugar de nascimento do Micah: South Korea, Illinois-EUA, Pará-Brasil e algum lugar desconhecido em Oregon. Explicação? É porque nesses últimos dois anos o trabalho dele levou ele para lá mais vezes do que eu olho meu celular todo dia (entenderam né?).

Nosso roteiro foi maluco e difícil de colocar em palavras, mas aqui vao algumas recomendações:

O que o povo quer ver

Só para avisar que nessa categoria você deve estar preparado para encontrar zilhões de gente.

Multnomah Falls – Considerada a cachoeira mais alta do estado de Oregon e a segunda maior dos Estados Unidos.

Timberline Mount Hood – Área muito utilizada para a prática de ski e outros esportes de inverno. A área abriga uma das montanhas mais famosas de Oregon que na verdade é um vulcão com potencial de atividade.

Mount hood

Rose Garden – Fica na cidade de Portland e vale a pena a visita. O lugar é cheios rosas de todas a cores, formas e tipos. A entrada é livre mas, para explorar outras partes do jardim (pq nem tudo são rosas) é preciso pagar a entrada (fui só até a parte 0800).

Powells Bookstore – Fica também na cidade de Portland e é super super visitada simplesmente porque é a maior livraria do mundo. Me perdi e me achei várias vezes. Saí com um livrinho debaixo do braço para ler na espera do vôo de volta para casa.

(Todos esses lugares ficam em Portland com excessão do Timberline)

Lugares pouco conhecidos -mas que não seria muito legal você morrer sem visitar-.

Vista House – Prédio que foi construído em 1917 estrategicamente na estrada histórica do Columbia River. A ideia era construir uma parada de descanso e deleite para os que viajavam em direção ao Columbia River Gorge que é um destino muito comum para lazer e prática de atividades.

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Diamond Lake –  Foi daqui que vimos o tal do eclipse (chegou a cobrir 97% do sol). Fica dentro da Umpqua Floresta Nacional. Passamos 2 dias na área e tinha queimadas para todos os lados porque no verão o clima fica tão seco que pega fogo em tudo. Pensamos que não iríamos conseguir ver nada por causa da fumaça mas, no dia do eclipse apareceu um vento que jogou a fumaça para longe por algumas horas e olha aí o que meus olhos viram.

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Créditos: Koala

Sisters Rock – É um parque estadual que fica meio que as margens da highway 101, a atração da área são essas três rochas isoladas e daí vem o nome Sisters Rock. É uma caminhada fácil que leva a uma vista de morrer.

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Créditos: Koala

Cape Ferrelo – Também as margens da highway 101, trilha pode ser um pouquinho mais difícil mas esse pôr do sol maravilhoso valeu cada cabelo que eu comi (o vento era muito muito forte, de quase me levar e me deixar meio surda depois).

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Meu coração não aguenta
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Perfeição

Se você tiver um tempo de sobra

Meter o pé na estrada e dirigir pela Highway 101 e explorar a Costa a vontade, passar pela Oregon Dunes National Recreation Area e explorar Gold Beach.

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Créditos: Koala
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Highway 101

Continua dirigindo mais e atravessa para California para ver a floresta encantada de Redwoods (um mundo de árvores gidantes, uma vibe mística e mágica). Essa foto foi no Jedediah Smith Redwoods State Park.

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Créditos: Koala

Comemos, gostamos e recomendamos

Anota aí!

Garden Café – ambiente lindo, vibe relax, plantinhas em todos lugares, e comida boa e acessível. Fica fora de Portland no Hood River

Mcmenamins Edgefield – Não só para comer, mas para se hospedar. Sobre esse lugar escreveria um post inteiro de tão particular que é (Talvez ainda faça isso, aguardem). Fica nos arredores de Portland.

Food trucks downtown Portland – O paraíso dos food trucks fica no centro de Portland. E a gente gosta por quê? bom e barato meu povo!! Clica aqui para ver a lista dos 10 melhores.

Beer Garden – Fica na cidade de Eugene. No lugar em si só vende bebidas, mas no quintal  você encontra os food trucks estacionados e compra o que quiser com muita facilidade. Ambiente e serviço ótimos!

Behind the Red Door – Fica numa cidadezinha na costa -Gold beach-. Comida caseira bem típica americana bem feita e porções não gigantescas (sempre desconfio da qualidade de comidas que vem em porções para alimentar uma família de 10 rsrsrs).

O melhor de Oregon

Café, café e café. Precisa dizer mais? Quem acompanhou os stories no instagram viu que foram 9 dias de paraíso, tinha stories de café todos os dias (não me julguem). As beiras das estradas são cheias disso daí (foto), muito melhor do que as porcarias do MacDonalds né? (dando uma de esnobe, mas quando fica toda feliz quando ganha um voucher de free breakfast do MacDonalds do hotel hahaha) >> (nesses casos a gente se envenena sorrindo). Brincadeiras de lado, os coffee shops de Oregon além de fofos servem café de verdade.

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Natureza e paisagens variadas. Nunca foi tão difícil selecionar fotos para compartilhar aqui. Confesso que já se passaram dois meses e ainda não superei essa viagem, estou vivendo de muitas memórias feitas em 9 dias.

Gold Beach
Gold Beach
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Vista do Timberline.

Essa viagem para mim foi cheia de significados, cada pedacinho de natureza carregando seus próprios simbolismos (desses que só fazem sentido para mim). Logo após a viagem aterrissei no mundo real de trabalho, me mudei de Morgantown para uma cidade que tenho um caso de amor antigo, Pittsburgh-Pennsylvania (me pergunte sobre isso). Estou de cidade nova, trabalho nove e blah blah. Enfim, isso tudo só para dizer que a vida por aqui não continua sendo a mesma, as rotinas mudaram, o tempo ficou curto, mas que continuo contando a mesma história de sempre. História de uma passante que explora lentamente o caminho na busca de qualquer coisa que possa transformar em memórias felizes.

Obs.: Desculpa aí que esse post, foi uma pilha de informação e foto. Foi só para te dar uma noção do negócio, se quiser mais detalhes de algum passeio específico, tô por aqui.

Peace!

Agradecimentos
Micah – por dirigir 9 dias sem parar, planejar tudo, tirar fotos e ainda trabalhar enquanto faz tudo isso.

2 dias em Toronto

Pára tudo que dessa vez eu atravessei a fronteira e fui para o Canadá!!! Tá um negócio internacional esse blog hein. Muitos dirão “Nossa Lidi, você viaja muito… deve ter muito dinheiro…” Não, meus caros amigos, o que de fato tenho é cara de pau, cara de pau para fazer da viagem dos outros a minha também. Enquanto houver espaço vazio no banco de trás de alguém lá estarei (fica aqui o apelo para convites haha). Dessa vez os zamigos estavam indo para Toronto e eu ali em Mongantown dando sopa,  conversa vai e quando conversa vem já tô junto e trio Toronto está formado.

E lá fomos nós estrada à fora. De Pittsburgh, de onde saímos, são algumas boas 6h. Mas daí tem a paradinha básica na fronteira que pode demorar ou não. Para essa viagem eu tinha uma preocupação, ter problemas na saída/reentrada nos EUA. Não me sentia segura mesmo lendo tudo que me assegurava que não teria problemas apresentando meu passaporte e green card (a gente nunca sabe né… melhor não comentar). Mas o que a gente faz nessa hora? Coloca um sorriso no rosto e vai. Essa foi minha primeira vez testando o tal do green card (para quem não sabe é um cartão de residente permanente dos EUA, como se fosse um visto permanente mesmo).

A tensão logo se foi quando passamos para  o lado de lá sem nenhum problema e avistamos aquela bandeirinha do Canadá acenando para a gente. Estávamos prontos para o fds! Exceto que durante a viagem meu olho ficou bichado por causa da lente e sabe o quê? Essa  “viajante experiente” esqueceu os óculos em casa. Passei o final de semana apenas com um lado da lente no olho e o outro lado irritado e cego. Mas a gente tá é no Canadá!! Vai achar ruim? Não, vai só com um olho mesmo  (rsrsrs). Vejam lá nas fotos depois que só apareço com óculos escuros na cara, não é estilo não meu povo; é pira no olho mesmo haha.

Com muita dor no olho fiz alguns registros. As duas fotos seguintes foram conseguidas graças a uma amiga generosa que nos cedeu o apartamento dela no 50 e alguma coisa andar com essa vista maravilhosa de Toronto.

Sunset
Não posso com esse pôr do sol…
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Fim de tarde em Toronto e as luzes se acendem

Vamos agora às andanças!

CN Tower – É uma dos principais pontos turísticos de Toronto. Pagamos 35$ para ir até o topo, a vista é incrível. Se você não tiver satisfeito com isso ainda pode ir ao topo do topo (pagando mais é claro, não obrigada). Uma coisa, é bom já ir sabendo que o lugar é muito lotado (por isso não consegui nenhuma foto legal lá de cima rsrsr).

Curiosidade: A torre foi construída em 1976 e naquela época foi considerada uma das torres mais altas do mundo.

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Andando pelo centro de Toronto, uma vista da CN tower.

Para quem não sabe que fique aqui claro, amo mercados!! Toda aquela gente, comida por todos os lados, o melhor lugar para se sentir integrado numa cidade. O Lion (conhecido como Daniel rsrs) colocou no nosso roteiro o St. Lawrence Market. E foi lá que descobrimos esse lugar aí da foto, um cantinho de onde saem todos os tipos de crepes. Uma boa opção para quem é glutén free, lactose free (como e menina aí da foto rsrs). Foi lá que comemos o melhor crepe de chocolate com frutas vermelhas da vida (talvez fosse a fome, a tpm, a empolgação, talvez fosse realmente divino, o fato é que nunca me esquecerei daquele crepe).

Dica: Não esqueça seu cartão, lembre-se que no Canadá o dinheiro é dólar canadense. Alguns lugares vão aceitar dólar americano numa boa e te dar de troco dólar canadense mas outros não.

Dairy free crepes
A espera

Sim, ainda tivemos tempo de dar uma passadinha na praia, a Woodbine beach. É uma praia super popular, onde você encontra Toronto inteira bem representada. A população de Toronto é muuuito diversa e o que é legal é que todo mundo parece ser bem integrado (amei muito isso!). A praia parece ser um dos pontos de encontro comum para todo esse povo. Como não sou muito garota da onda, achei um cantinho para sentar e assisti, assisti o povo jogando vôlei, futebol, nadando, as famílias se divertindo, a galera fitness malhando no calçadão, todo mundo aproveitando o verão à sua maneira.

Curiosidade: Quase metade da população de Toronto é feita de imigrantes.

Beach

No domingo antes de voltarmos para casa visitamos o Kensington market, que apesar do nome é um bairro.  Achamos uma rua maravilhosa por lá cheia de cafés hipsters, comidinhas bacanas, artesanato e becos grafitados. Precisa dizer que as garotas da foto se acharam as donas do beco? A gente não pode ver uma parede legal que já quer virar largatixa mesmo.

Curiosidade: No verão, no último domingo de cada mês acontece uma feirinha na Augusta avenue  com muita arte e coisas fofinhas. Nós infelizmente chegamos cedo demais no domingo e não deu tempo para esperar por isso 😦

cool wall
Era para ser pose de blogueira mas vamos dizer que gangueira é mais adequado.
cool wall 2
Se for para ter amigas e não sair combinadinhas corta que nem quero :p
cool car
E perto do beco tinha uma carro…Tinha uma menina sentada no carro.

Terminando esse post com a prova viva de que pisamos em Toronto. Quem não gosta dessas letras gigantes que viraram modinha ao redor do mundo?

Toronto

Até a próxima meu povo!

P.S: Escrevendo sobre o Canadá mas vivendo vivendo novas aventuras em Oregon.

Agradecimentos
Daniel-Lion Alexander – além de dirigir, aguentar duas perturbadas no carro ainda bolou o itinerário (contratem!)
Cris – nos cedeu mais que um teto para ficar, nos surpreendeu com a melhor vista de Toronto. Da próxima vez vamos sincronizar nossas agenda e te ver!

 

 

Cenas de Nova Iorque

(Sim, pode começar a ler sem medo pq hoje não tem textão)

Sabe aquela sensação de pegar em um fio elétrico descascado? Sabe aquele sentimento de abrir a porta do guarda-roupa e ir parar em outro mundo? (fãs de Nárnia entederão). É assim que descrevo minha relação com New York city. Todas as vezes que vou (só foram duas mas já me sinto veterana rsrsr) o primeiro impacto é sempre chocante, energético. Ao mesmo tempo que drena repõem energia. E é dessa forma que um mundo novo se abre, um mundo de gente, culturas, gostos, cheiros, sons, informações. Para mim essa é a beleza de New York. É o que vale 8 horas de viagem de ônibus e quilômetros e quilômetros caminhados pela cidade em dias de verão rigoroso. Porque se quisermos um dia contar nossas próprias histórias tratemos de fazê-las ora! (diga lá Jullyana! Sim aquela mesma do post passado).

Não, esse post não é sobre roteiros turísticos em Nova Iorque. Já tem tanto site, blog especializado só nisso que é só dar um google meu povo. Nesse post trago cenas da minha mais recente visita a cidade dos táxis amarelos, as cenas que me chamaram atenção e que quero guardá-las na memória e por aqui.   Então vamos lá?!!!

  • A Brooklyn bridge conecta Manhattan ao Brooklyn que é um bairro todo cool e hipster. Foto clássica para abrir esse post.
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Brooklyn Bridge. 
  • Em baixo os carros, mais em baixo o rio, aos arredores prédios, e por todo lugar gente!
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Outro ângulo da Brooklyn bridge e dessa vez sem cores.
  • Uma espécie de cachoeira artificial foi construída no que restou da estrutura original das duas torres atingidas no ataque terrorista de 11 de setembro. Na foto, o reflexo de um dos 400 carvalhos plantados no memorial.

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  •  O nome de cada uma das vítimas dos ataques tanto de 1993 quanto de 2001 está escrito no parapeito das cachoeiras.
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No meio de tanta gente o lugar expressa quietude nos mínimos detalhes.
  •  Essa é Manhattan  vista do outro lado (New Jersey). Essa sensação de calma e tranquilidade só pode ser sentida quando vista assim de longe.
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Hoboken, New Jersey. Melhor vista!!
  •   Para quem me conhece, sabe que sou sou apreciadora confessa do pôr do sol. E esse entardecer que assisti em Hoboken com a vista para New York City foi um dos melhores que já presenciei.
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Por entre as árvores, o sol desce e as luzes de NY city aparecem.
  •    E claro, o que é Nova Iorque sem as luzes, os táxis amarelos, um bolo de gente? O que é Nova Iorque sem Times Square?
Times Square
Where’s Waldo?? ;P
  • Nesse lugar, tanta coisa para ver, tanta coisa para pensar. Achei um lugarzinho para descansar, assistir e admirar.
Times Square 2
Times Square again!

Com foto clichê mas bem NY city termino esse post.

Meu conselho? Vá a New York ou qualquer lugar que seja, visite os lugares que  verdadeiramente te interessam ou encontre algo interessante no lugar que está, tire tempo para parar e admirar, no final do dia reflita sobre o que viu. Muitas vezes visitamos lugares que tudo que conseguimos falar sobre é que fomos. Nossas histórias não passam do “Eu já fui lá”.   Siga seu próprio roteiro e tenha aquela história que é só sua para contar. Não importa o lugar que pisemos desde que tenhamos algo para contar.

As minhas histórias desses dias visitando NY não contei aqui não. Essas vão ficar para outro dia quando a gente se esbarrar por aí em qualquer canto do mundo.

 

Agradecimentos:

Nicole & Jo-oo-sh por, além de serem fofos, nos darem teto e amor.

Jullyana Franco: Pela foto em destaque nesse post e também por me fazer correr para direção errada “para não perder o metrô”.

Uma hóspede e um final de semana em D.C.

Quando você tem hóspedes em casa é bom né?  – Só os chatos vão discordar (buuuuh… rsrs desculpem leitores, vou me comportar) -. Enfim, se você é meio chatinho vou te dar uns argumentos para você deixar de ser assim e até o final desse post é quase garantia que vai ter se transformado numa pessoa mais relax e legal (rsrsr).

Vantagens de hospedar alguém em casa:

  1. Se você é daqueles que é preso na rotina, com alguém em casa você tem a chance de quebrar aquela rotina que te aprisiona e fazer um negócio diferente todo dia.
  2. Você vai exercitar o seu lado altruísta. Isso!! Vai pensar mais no outro, se preocupar com o bem-estar do outro, daquele outro que tudo que você quer é que seja feliz e se sinta a vontade dentro da sua casinha.
  3. Ah, mas você é muito territorial e gosta de tudo do seu jeito? Então está na hora mesmo de você ter um hóspede (e te desejo um daqueles bem bagunceiros… brincadeira!). Mas sério, deixa de ser assim e relaxa. Receber alguém em casa é ter companhia em noites vazias depois do trabalho e papear até o sol raiar.
  4. Hopedar alguém em casa é trocar experiências. Aprender sobre o outro e com o outro (sacou?).
  5. Por último e muito importante, você vai ter todas as desculpas que precisa para cair nas graças desse mundo, porque como bom anfitrião o seu papel é de mostrar tuuudo. Isso significa que você tem todo o direito de sair turistando por aí (ninguém vai te julgar! haha  S e  j o g a !)

Já entendeu porque vim com todo esse discurso bonito né?  Seguinte, tenho uma hóspede em casa! E o que você faz quando sua hóspede é estudante de direito e só quer saber de lei e essas coisas… Leva ela para a capital do país! Washington D.C aí vamos nós! (ôpa, demonstrei empolgação? Só estou fazendo isso pela hóspede mesmo… puro altruísmo lol)

Nessa aventura embarcaram:

Eu – auto entítulada melhor anfitriã do mundo -.

A Hóspede – também conhecida como a menina Direita (se liga no trocadilho rsrs)-.

O Koala BearMy partner in crime! Já citado nesse blog como sponsor de outras viagens. Pela primeira vez na história desse blog nossas agendas se cruzaram e ele se juntou a mim numa aventura.

Washington fica a 3h de carro daqui de onde eu moro. Já havia visitado em algum outono frio no passado em viagem a trabalho super curta, mas dessa vez fui para turistar meeerrmo (pq tenho uma hóspede e poooosso!). O chato é que todo “O” mundo estava lá para fazer a mesma coisa (afff… odeio turistas rsrsrs). Washington está entre as 10 cidades mais visitadas dos EUA daí já viu como que é. Ainda mais no verão que todo mundo quer aproveitar para viajar e ficar fora de casa. Então, passamos praticamente sábado e domingo na cidade. O que tem para fazer lá? Monumento para todo o lado (tipo, para cada guerra), todos os prédios do governo, o congresso, muitos e muitos museus e claro, a casa branca.

No sábado andamos os dia inteiro sob um calor de 36C (ei, a gente é do norte mas sente calor tbm tá?). Visitamos o Capitol building fizemos um tour 0800 que valeu muito apena para aprender sobre a história dos Estados Unidos (todo em inglês é claro, se você é zerado no inglês, vai assim mesmo e já vai treinando o ouvido). Para você que quer visitar o Capitol building é importante lembrar que a segurança é reforçada, igual para entrar no avião, não passa nem água. Também passamos pelo Jardim Botânico dos Estados Unidos e três Smithsonian. Sobre os museus Smithsonian, vale muito a pena conferir, principalmente se você tem crianças. Ele é todo interativo, informativo e divertido. Tinha menino demais para o meu gosto (rsrs) mas eu entendo o encantamento.  Nesse mesmo dia, falando do sábado gente, vimos a casa branca. Desculpem a falta de fotos, sei que todo mundo quer ver isso mas eu sinceramente não vi fascínio. Tem muita segurança, muita gente sempre se aglomerando e é um pouco difícil pegar uma vista boa. Se o Donald Trump estava lá? Preferiria que não hahahha. Terminamos o nosso dia com um ramen e sake respeitado no Bantam King. Para sobremesa, o melhor gelato do mundo para uma tarde quente de verão, pitango (disso sim tem foto! Mas tem que ir lá no insta para ver @lidigregory).

 

Voltamos para o hotel exaustos. Ficamos num hotel fora da cidade (cerca de 20 min) porque ficar na cidade é perder os olhos da cara se é que você me entende. O passeio tinha sido ótimo mas estava um pouco frustrada com a quantidade de pessoas. Eu não tinha tirado nenhuma foto por que era impossível se livrar daquela multidão. Decidi que no domingo iria acordar as 6 da matina, visitar os monumentos que queria com calma, apreciar a paisagem e viver o momento. E assim foi, o Koala topou e a hóspede dorminhoca ficou. Tive uma experiência totalmente diferente indo cedo de manhã e foi a melhor coisa que fiz (Confiram as fotos!).

Lincoln Memorail
Vista para o Lincoln Memorial
2 war memorial
Memorial da 2 Guerra Mundial e bem atrás o Washington Monument.
Vietnam Memorial2
Parede com os nomes dos mortos na guerra do Vietnam. Inúmeros mortos 😦
Vietnam Memorial
Rosas na passagem que leva ao Memorial da guerra do Vietnam.
Lincoln statue
Estátua do Abraham Lincoln dentro do Lincoln Memorial.
View from Lincoln Memorail
Washington Monument visto da frente do Lincoln Memorial.

Depois de um café reforçado visitamos o Arlington National Cemetery que é um cemitério militar enorme. Esse cemitério foi criado em homenagem aos mortos de guerra e é onde estão enterrados aqueles que de alguma forma se destacaram. O que você não pode deixar de conferir é a troca de soldados que fazem a guarda do túmulo dos soldados desconhecidos. Esses túmulos tem guarda 24h faça chuva, sol ou neve. Ah, os Kennedy’s também estão enterrados nesse cemitério. Desculpem novamente pela falta de fotos mas é que acho meio sei lá… estranho, bizarro, desrespeitoso tirar foto em cemitério (não sei explicar). Enfim, o domingo foi menos intenso do que o dia anterior, batemos mais perna, jantamos e pegamos a estrada de volta para casa.

Não vou comentar sobre cada monumento que vi porque é muita informação e você tem que visitar D.C! Arranja um hóspede, uma desculpa e vai! Ou melhor, vem ser o hóspede de alguém!

Sobre a hóspede/menina direita? Ela amou tudo! (manifeste-se nos comentários Jú). D.C é um prato cheio para quem ama história e política. Visitar a capital de um país é para quem quer aprender mais sobre o passado e o presente de uma nação.

Deixa um comentário aí se te convenci que hospedar pessoas é uma coisa boa ou se pelo menos te convenci a visitar Washington D.C!

Agradecimentos: Koala por fazer essa viagem possível e Ju por ser objeto de inspiração desse post (desculpa aí a exposição mas já era…).

Bom final de semana povo!

 

 

Mochilando na Pennsylvania

“Mas porquê a Lidi saiu do meio do mato para ir para os Estados Unidos ficar no meio do mato?” Consigo ver meu pai falando isso.

Gosto do urbano, de ver pessoas, culturas coexistindo, interações, mas o que mais me interessa é o equilíbrio (isso não é uma viagem na maionese). O equilíbrio de ter os dois, enxergar e admirar diferentes belezas. Deixar ser, sentir o ambiente que me rodeia e experimentar os diferentes gostos que ele me dá.

Semana passada me deixei ser e fui. Fui para a minha primeira mochilada (acabei de inventar essa palavra, backpacking talvez soe mais legal). Me inscrevi para uma backpacking trip oferecida pela universidade. O anúncio dizia que era uma backpack trip  destinada somente para mulheres, friendly para iniciantes e com equipamentos, comida, transporte para o lugar da saída inclusos (uma merreca de $30 pila, li até o final para ver se não achava meu nome logo em baixo rsrsr). Sempre fui curiosa para fazer isso, mas não sabia nem para onde ia, porque lá no mato onde eu cresci é coisa de doido dormir na floresta sem razão.

Enfim, depois de pagar o que se faz? “Ache um aliado e serás feliz”. Foi isso que fiz, consegui trazer uma aliada de Pittsburgh para sair carregando uma mochila comigo por aí (parceria forte hein!)

lidi_laís

Nossa mochilada foi na Forbes Forest (Pennsylvania) numa área específica chamada Quebec Wild Run.

forbes_forest2

A caminhada foi relativamente fácil para quem estava preparada para uma maratona (SQN). No total éramos um grupo de oito meninas, contando com a nossa líder super mega expert em backpacking que nos ensinou dicas incríveis. A nossa viagem por inteiro foi baseada nos principios de leave no trace, ou seja com o mínimo possível de impacto na natureza. Literalmente, leave no trace significa não deixe rastros. O que é isso? É você curtir uma a natureza, acampar, praticar atividades, mas ser consciente de que a sua presença e tudo que você traz com você pode impactar aquela área. A ideia básica é: faça de tudo para deixar do jeitinho que você encontrou, como se não estivesse nem passado por ali. Leve todas as porcarias que você trouxe de volta com você, para alguns isso inclui até o próprio cocô (não fiquem com nojinho, continuem lendo).

Para você que gosta de ser bem informado aqui estão os sete príncipios do leave no trace que todo mochileiro precisa saber (na verdade é todo mundo que precisa saber e praticar!)

Planejamento e preparação – Faça questão de saber as regras da área com antecedencia, reembale sua comida para evitar a produção de lixo desnecessário, viaje em grupos pequenos.

Viaje e acampe em superficies adequadas – Não invente de fazer sua própria trilha, siga aquela já existente. Se já existem lugares designados para camping, use-os. Caminhe em fila indiana seguindo a trilha mesmo em trechos lamacentos ou difíceis.

Elimine os resíduos corretamente – Emabale todo o lixo, resto de comida e de qualquer outra coisa que não seja natural daquele ambiente e leve de volta com você. Nem pense em fazer cocô perto da água (60 metros de distância), faça um buraquinho cat hole de 15 a 20 cm e depois do serviço, tape de volta.

Deixe tudo como encontrou – Não traga lembrancinhas. Veja artefatos históricos e outras estruturas com os olhos e não com as mãos.

Minimize os impactos de fogueiras – Idealmente ultilize um fogãozinho a gás para cozinhar e lanternas para iluminar a área. Mantenha a fogueira pequena e só utilize galhos do chão e que possam ser quebrados com as mãos. Não esqueça de apagar a fogueira completamente e espalhar a cinzas frias.

Respeite a vida selvagem – Super básico. Mantenha distância e nunca nunca alimente-os. Utilize bear hangers ou outras estratégias para não atrair animais para a sua área de camping.

Seja discreto e não perturbe os outros visitantes – Divida a trilha, dê espaço não acampando muito próximo de outros visitantes e principalmente, deixe os sons da natureza prevalecerem.

camping

Para você que acha que isso que isso é extremismo, depois de olhar as minhas fotos me diz se você não gostaria de estar num ambiente desse, vazio de artificialidade e cheio de natureza. Não encontrei uma casca de fruta, um papel de menta. Tudo era natural, tudo era natureza. Sem rastros nenhum dos tantos outros que já passaram por ali. Rastros são distrações que nos fazem perder a visão do encanto. A beleza de visitar um lugar como esse está em não ver mais nada além, não pensar nada além, traduzo isso como comtemplação.

deboa.jpg
De boa. Contemplo e me Completo.

forbes_forest

3, 2, 1 para preparando um jantar no mato.

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Dinner prep.
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Fogão portátil a espera da panela.
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Sem fogueira e protegendo o solo de resíduos.
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Isso foi para cima de um macarrão depois. Ah, fizemos 3 boas refeições lá!

3, 2, 1 para mulheres bonitas passando na sua tela.

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Mochileiras 🙂

Nosso passeio foi de apenas uma pernoite, mas, pensa numa mochilada no mato que rendeu muito. O que aprendemos? Já sei desde como arrumar a mochila, ajustar, carregar, fazer comida, armar o camping (talvez mais ou menos) até como escovar os dentes no mato com o mínimo de impacto possível. Já quer sair mochilando pelo mundo comigo? Comenta esse post que estou aceitando currículos (hahaha).

E o meu caso com o mato? É encantamento, fuga dos rastros e distrações.

Nota: Não, não me senti nenhum pouco insegura ou preocupada por estar mochilando com um grupo só de mulheres. Em um mundo ideal é assim que deveríamos nos sentir indo para qualquer lugar mas… [inserir textão revoltado aqui].

Bom final de semana povo!